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As lendas e a ciência por trás da aurora boreal

23/06/2015

De tempos em tempos, os moradores de alguns países do Norte do planeta conseguem observar um fenômeno muito especial. É a aurora boreal, que provoca luzes coloridas no céu. Ela pode ser vista apenas à noite, mas sua origem está no Sol.

Funciona assim: o Sol solta constantemente rajadas de vento solar, carregadas de partículas chamadas íons. Uma parte dos íons fica presa na atmosfera da Terra, nas regiões onde ficam os polos magnéticos (perto do polo norte e do polo sul), e colide com outras partículas de nossa atmosfera. A energia que é liberada dessas colisões forma as luzes da aurora boreal.

As cores dependem da altitude e das partículas que estão colidindo. A mais comum é a verde, quando os íons atingem partículas de oxigênio a uma altitude mais baixa. Também é possível ver luzes amarelas, vermelhas, azuis ou roxas, mas são mais raras. É uma pena que esse fenômeno não pode ser visto aqui do Brasil, mas confira um pouquinho de como ele é visto em tempo real no vídeo abaixo, filmado na Noruega.

 

 

Lindo, não é mesmo? Aliás, ao longo de nossa história, diferentes povos criaram lendas para tentar explicar o que é a aurora boreal. Os gregos pensavam que era Aurora, a deusa do amanhecer, passando pelo céu com sua carruagem para anunciar a chegada de um novo dia. O movimento das luzes era relacionado a Bóreas, o deus do vento do Norte. Foi por causa desse mito que o fenômeno ganhou esse nome.

Para o povo indígena Sami, que habita alguns países do norte da Europa, as luzes da aurora boreal vinham das almas dos mortos. Já os finlandeses diziam que elas surgiam quando uma raposa mágica balançava sua cauda e enviava faíscas ao céu. Esses e outros mitos só mostram o quanto esse fenômeno fascina as pessoas desde a Antiguidade. Não é à toa que muitas pessoas programam viagens para a Europa e para o Canadá só para poder assisti-lo ao vivo.

E você notou quando dissemos lá no começo que isso acontece perto dos dois polos da Terra? Esse mesmo fenômeno também existe no hemisfério sul, e tem o nome de aurora austral. Mas essa aurora é bem mais difícil de ser vista, porque normalmente acontece na região da Antártida. Só de vez em quando os moradores do sul da Argentina, do Chile, da Austrália e da Nova Zelândia têm a sorte de avistar essas luzes. Um astronauta da ESA, a agência espacial europeia, conseguiu registrar uma aurora austral lá da Estação Espacial Internacional! Olha só como ela é vista do espaço.

 

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