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Entre a ciência e a magia do mundo de Harry Potter

04/05/2017

Objetos que voam, teletransporte, viagem no tempo, ler o pensamento de outras pessoas… Essas e muitas outras habilidades que parecem extraordinárias para nós são comuns no mundo de Harry Potter, protagonista da famosa série de livros da escritora inglesa J.K. Rowling. Enquanto alguns feitiços e poções têm efeitos que parecem ser impossíveis de acontecer no universo dos “trouxas” (como são apelidados os não bruxos na série), outros têm funções que já existem na ciência ou que estão no caminho de serem alcançadas.

A magia de Harry Potter já foi inclusive tema de pesquisas acadêmicas. Dois alunos da Universidade de Leicester (Inglaterra), por exemplo, publicaram artigos no ano passado divulgando os estudos que fizeram para saber se os efeitos do guelricho e da poção Esquelesce seriam viáveis – caso eles existissem, é claro. O guelricho é uma planta mágica que faz com que os bruxos desenvolvam temporariamente características de peixes para respirar e nadar melhor debaixo d’água. Já a poção Esquelece faz com que os ossos cresçam em algumas horas. O resultado dos estudos foi que nenhum dos dois efeitos poderia acontecer, pelo menos da forma como são apresentados nos livros e nos filmes.

Mas também existem tecnologias que realizam funções bem parecidas com os feitiços e poções usados pelos bruxos da série. Graças à nanotecnologia, há materiais que repelem totalmente a água e outros líquidos, mantendo-se sempre secos. Tem até um spray que você pode espirrar em objetos para que eles passem a repelir água (veja neste vídeo). É o mesmo efeito que acontece com o feitiço Impervius, que ajudou Harry Potter a proteger os óculos das gotas de chuva durante uma partida de quadribol. Por sua vez, uma impressora 3D pode fazer cópias de objetos (com certas limitações), assim como o feitiço Geminio.

Daqui a algum tempo, talvez a gente possa acompanhar o surgimento de mais invenções que se aproximem do universo mágico criado por J.K. Rowling. Já contamos aqui no site sobre um equipamento desenvolvido na Universidade de Rochester (Estados Unidos) com lentes que deixam objetos invisíveis – o nome foi inspirado na Capa da Invisibilidade de Harry Potter: Capa de Rochester. Ainda não conseguimos fazer com que objetos saiam voando na direção e altura que quisermos – como o feitiço Vingardium Leviosa –, mas podemos manter objetos flutuando no ar por meio do magnetismo. Existem também diversos projetos (inclusive no Brasil) para criar trens que se movimentam por levitação magnética, sem encostar nos trilhos.

Pílulas que ajudam a apagar ou modificar memórias, como o feitiço Obliviate; máquinas que transmitem pensamentos, que lembram a prática de Legilimência; pesquisas sobre a possibilidade de viajar no tempo, que pode ser feito com a ajuda de um Vira-Tempo; e muitos outros estudos e experimentos mostram que cada vez mais a ciência se empenha em tentar transformar o que parece ser magia em realidade!

 

Curiosidade: O site da revista Superinteressante publicou uma matéria comparando os seres do filme “Animais fantásticos e onde habitam” – também parte da saga Harry Potter – com animais da vida real, tanto em relação à aparência quanto em relação à habilidade. Confira neste link.

 

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Créditos da imagem em destaque: tipwam/Shutterstock.com

1 comentário

  1. muito obrigada

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