Instituto TIM

Novos olhares sobre o recreio com a fotografia

06/08/2015

O que podemos fazer para observar o recreio? Usar os cinco sentidos, conversar com alunos, professores e funcionários, anotar as impressões no Caderno do Estudante e compartilhá-las com os colegas. Na EMEF Antenor Nascentes, de São Paulo (SP), as turmas do 4º ano colocaram um ingrediente a mais na atividade: a fotografia!

As professoras Eliane Cruz Araújo de Sá e Suelena Anunciação dos Santos sugeriram aos alunos que trouxessem câmeras ou celulares para registrar o que acontece nos três intervalos da escola, que reúnem turmas diferentes. A ideia era que os alunos das outras salas também pudessem ver o que foi observado pelo pessoal do 4º ano. As hipóteses iniciais das crianças foram bem simples. Elas disseram que tem gente que corre, toma um lanche, brinca, alguns brigam… Com as câmeras e celulares em mãos, perceberam que havia muitas outras coisas que nem haviam imaginado! Veja abaixo alguns dos registros feitos pela garotada.

“Eles descobriram que tem alunos que leem, ficam sentados sozinhos, fazem uma roda de conversa e que as brigas são o principal problema do recreio”, conta Eliane. As fotos tiradas pelas turmas foram impressas para que todos pudessem observar as situações registradas por cada grupo. As crianças também fizeram desenhos representando essas situações e ilustrando algumas sugestões para melhorar os intervalos. As fotografias e desenhos receberam legendas e foram colocados em um grande mural na escola, junto com as propostas para o recreio.

O mais legal foi que estudantes de todas as turmas puderam se observar nas fotos tiradas pelo 4º ano. “Isso causa um impacto nas crianças, porque muitos não têm a visão do que fazem. Elas ainda puderam refletir sobre as brigas, que também foram registradas”, explica Eliane. A primeira ação para melhorar o recreio foi resolver um dos principais motivos de briga: o uso dos balanços. Havia um grupo de crianças que usava mais, e não deixava os outros brincarem. Alguns alunos foram escolhidos para conversar com esse grupo e tentar resolver a situação de forma pacífica. E não é que deu certo?

A meninada também pensou em outras propostas: organizar espaços com atividades diferentes, como leitura, jogos e brincadeiras; eleger monitores para orientar os colegas e guardar os jogos; ter música e dança; e criar um acordo com todas as salas para o uso dos balanços. Neste semestre, eles vão escrever uma carta coletiva à direção da escola pedindo a compra de alguns jogos e a liberação do equipamento de som nos intervalos, além de conversar com as outras turmas sobre as sugestões.

As professoras disseram que as crianças trabalharam muito bem em grupos! “Os alunos aprenderam a dividir tarefas e trabalhar em equipe, observar o espaço em que estão envolvidos, encontrar os problemas e apontar, ou pelo menos pensar e discutir possíveis soluções”, diz Suelena.

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