Instituto TIM

A luta de Malala Yousafzai para poder ir à escola

31/03/2015

Todas as crianças vão mesmo à escola? Essa é uma das perguntas que o Desafio Nível 4 de “Questionar” sugere para os alunos discutirem. Em 2014, os estudantes do 5º ano da EM Manoel Narciso do Canto, de Teresópolis (RJ), duvidaram que havia crianças que não frequentavam a escola. Então, a professora Márcia Cristina da Rocha teve a ideia de mostrar à turma a história de uma garota que ficou famosa no mundo todo justamente por lutar por seu direito de estudar.

Malala Yousafzai vivia no distrito de Swat, uma região do Paquistão que sofre bastante com ameaças e ataques do grupo extremista Talibã. Uma das ordens impostas por esse grupo foi a de que meninas não poderiam ir à escola. Malala foi uma das garotas que enfrentaram essa regra para continuar estudando, com o apoio de sua família – seu pai era dono da escola que ela frequentava.

Em 2009, aos 11 anos, ela foi convidada por um jornalista do canal britânico BBC a criar um blog contando a situação pela qual estava passando. O jornal norte-americano The New York Times também mostrou sua história em um documentário (disponível legendado neste link – atenção: possui cenas fortes). Isso a deixou conhecida em diversos países. Mas o Talibã não estava gostando nada de ver Malala desafiar suas regras. Até que, em 2012, um dos integrantes desse grupo entrou no ônibus escolar em que ela estava e atirou em sua cabeça.

A família da adolescente se mudou para a Inglaterra para que ela pudesse se recuperar em um hospital especializado. E mesmo sofrendo um ataque tão grave, Malala não ficou em silêncio! Ela ganhou o apoio de pessoas do mundo todo e fundou, junto com seu pai, uma organização para apoiar a educação de garotas em seis países. No ano passado, ela se tornou a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos.

Com a ajuda da jornalista britânica Christina Lamb, Malala lançou sua autobiografia, chamada “Eu sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”. Foi através deste livro que a professora Márcia conheceu a história da paquistanesa. Ela apresentou às crianças o documentário do The New York Times e o discurso que Malala fez em 2013 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Esse discurso foi feito no dia do seu aniversário, 12 de junho, que foi oficializado pela ONU como o Dia de Malala.

 

 

“Os alunos se impressionaram com a força dela e perceberam a importância da escola”, conta Márcia. O assunto virou um grande debate sobre por que essas meninas não podiam estudar, o que eles fariam na situação dela e até leis que poderiam ser criadas para combater esse problema. “Foram reflexões éticas e morais muito ricas, que outras crianças talvez nem teriam na idade deles”, diz a professora. A turma também montou um grande mural em homenagem a Malala com mensagens para incentivar o estudo. Os alunos de outras salas viram e a escola toda quis conhecer a história dela! Confira abaixo as fotos do mural e algumas cartas que eles escreveram para as crianças que estão fora da escola.

Crédito da foto em destaque: Southbank Centre/Wikimedia Commons

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