Instituto TIM

Notícias

Recado especial do UNICEF para as crianças de TFC

Recado especial do UNICEF para as crianças de TFC

Um dos desafios do percurso Questionar convida os alunos e alunas a escrever cartas para uma criança que nunca foi à escola, contando como é este lugar e apresentando argumentos e razões que as convençam a ir para a escola. Um dos objetivos dessa atividade é apoiar o programa Fora da Escola Não Pode!, uma iniciativa muito importante do Fundo das Nações Unidas para as Crianças (UNICEF) que procura conscientizar governos e sociedade civil sobre o problema da exclusão escolar e sugerir planos práticos para chegar a uma solução. Recebemos centenas de cartinhas de estudantes de todo o país entre 2014 e 2016, e encaminhamos todas à equipe do Fora da Escola Não Pode!. E esses esforços foram reconhecidos pelo próprio UNICEF! Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil, enviou uma carta dedicada especialmente a todos os alunos e alunas participantes de TIM Faz Ciência que contribuíram com suas cartas e desenhos para incentivar que mais crianças e adolescentes voltem a estudar. “Espero que vocês continuem tentando, do seu próprio jeitinho, da forma como podem, contribuir para levar à escola as crianças e esses adolescentes que estão sem estudar. Nossos esforços se multiplicam quando vocês estão juntos a nós”, escreveu Ítalo. Confira a carta completa a seguir (clique para ampliar): E nós, de TIM Faz Ciência, reforçamos esse agradecimento: muito obrigado pela dedicação de todos...

Leia mais
Você já conhece todos os materiais e recursos de TFC?

Você já conhece todos os materiais e recursos de TFC?

O material didático de TIM Faz Ciência foi elaborado para contribuir com o ensino de ciências nos 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, convidando crianças e professores a explorar sete operações intelectuais próprias à produção do conhecimento. E além dos cadernos, o site de TFC tem uma variedade de recursos disponíveis para que os professores acessem e utilizem à vontade em suas aulas. Você já conhece todos eles? Confira! Na página Materiais didáticos, você encontra links para visualizar, baixar e imprimir gratuitamente todos os cadernos que compõem o material didático de TFC. São oito cadernos para os professores (um para cada operação intelectual e a Bula, com orientações sobre as atividades) e um Caderno do Estudante. Já a página Conheça as 7 operações reúne todos os vídeos que dão suporte às atividades, com aulas conduzidas pelo professor José Sérgio Carvalho e as histórias de cada operação contadas pela contadora de histórias Kiara Terra. A Galeria de Pensadores contém vídeos com depoimentos de especialistas brasileiros e estrangeiros sobre educação e o ensino de ciências na escola. Navegue pelas seções Notícias e Para Saber + para ficar por dentro de novidades e curiosidades do mundo da ciência, conhecer sugestões de materiais para incrementar as aulas e conferir como o percurso de TFC foi realizado em escolas de todo o país. TFC também tem dois perfis no Flickr onde você pode ver fotos das aulas e registros de atividades de TIM Faz Ciência enviadas pelos professores e professoras que participaram do programa. Os álbuns de fotos estão neste perfil e os álbuns de atividades estão neste perfil. E se quiser conferir relatos de outros participantes, visite as seções de comentários voltadas para professores, estudantes e interessados. Fique à...

Leia mais
Animais curiosos das profundezas do oceano

Animais curiosos das profundezas do oceano

Um lugar extremamente frio, escuro, com uma pressão que faria os pulmões de uma pessoa pararem de funcionar em um instante… Parece um lugar impossível de se viver – ou que apenas extremófilos conseguiriam suportar. Mas existem inúmeros seres vivos morando por lá, de micróbios a peixes. Estamos falando das profundezas do oceano, mais de 200 metros abaixo da superfície. É uma área que corresponde a mais de 90% do oceano, mas da qual não sabemos quase nada. Para explorar essa região cheia de mistérios, é preciso contar com veículos e equipamentos submarinos muito caros, que aguentam altos níveis de pressão. Afinal, 200 metros é só o comecinho da jornada: o ponto mais profundo do oceano, a depressão Challenger, fica a 11 km da superfície, em uma região chamada Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. Apenas três pessoas já se aventuraram nesse lugar: o oceanógrafo e engenheiro suíço Jacques Piccard e o tenente da Marinha dos Estados Unidos Donald Walsh, que ficaram por 20 minutos no local em 1960; e o cineasta norte-americano James Cameron, responsável por filmes como “Titanic” (1997) e “Avatar” (2009), que durante seis horas gravou imagens para um documentário e coletou amostras do local para pesquisadores em 2012. E que tipos de animais sobrevivem nas condições difíceis do mar profundo? Uma variedade gigante! Acredita-se que há mais de 1 milhão de espécies (das quais não conhecemos nem a metade), com as características mais diferentes e curiosas que podemos imaginar: dentes parecidos com espinhos longos e pontiagudos, órgãos que emitem luz, olhos enormes, corpos transparentes, formatos inusitados. Esses e outros aspectos são essenciais para que espécies de peixes, crustáceos, águas-vivas, corais e outros animais se adaptem a um ambiente tão inóspito. Talvez você já tenha visto um desses animais no filme “Procurando Nemo” (2003). É o peixe-diabo-negro, que persegue os peixinhos Marlin e Dory com seus dentes longos e uma antena que parece uma lanterna. Veja abaixo um vídeo do peixe-diabo-negro no oceano:     A antena que emite luz na ponta parece ser algo raro, mas, na verdade, há muitos animais das profundezas do oceano que conseguem emitir luz por meio de um fenômeno chamado bioluminescência (o mesmo usado pelos vaga-lumes). É uma forma de ajudar a encontrar presas no meio da escuridão – a partir de 1 km de profundidade, não há mais nenhum vestígio da luz do Sol. Justamente por não haver luz, quase não há algas nessas regiões, já que a maioria depende de luz para fazer a fotossíntese e sobreviver. Por isso, muitos animais são carnívoros e têm bocas e dentes muito grandes para pegar suas presas. Outros se alimentam de restos de algas e animais mortos que afundam das partes superiores do mar. É muito comum compararmos os animais do oceano profundo com monstros, já que suas aparências são bem esquisitas – algumas chegam a ser assustadoras! Porém, é uma percepção que precisa ser mudada. Em um artigo no site norte-americano The Conversation, a professora da Universidade do Sul da Austrália Carla Litchfield afirma que devemos ter o mesmo cuidado com esses animais que o que temos por bichos que consideramos bonitos. Eles também precisam de atenção e proteção e são essenciais para manter todo um ecossistema que está sofrendo com poluição e pesca ilegal, e que é tão importante...

Leia mais
Descobertas – e confusões – sobre os elementos

Descobertas – e confusões – sobre os elementos

Como explicamos anteriormente aqui, a tabela periódica reúne todos os elementos químicos descobertos até hoje. Todas as substâncias que conhecemos no universo são formadas por pelo menos um dos 118 elementos registrados na tabela. Chegar a esse número, que pode sempre aumentar, envolveu muita pesquisa e trabalho de diversas pessoas ao longo do tempo. E os métodos para descobrir os elementos foram os mais variados – e até curiosos. Os primeiros elementos químicos foram registrados milênios antes de Cristo, como cobre, chumbo, ouro, prata e ferro. Esses elementos encontrados na natureza foram utilizados em muitas construções e artefatos, mas não existia a noção que temos hoje do que é um elemento químico. Até o final da Idade Média, quase todo mundo acreditava na ideia do filósofo grego Aristóteles de que todas as substâncias eram feitas da combinação de quatro elementos: água, fogo, terra e ar. Os estudos dos elementos continuaram ao longo dos séculos de maneira bastante lenta. Só depois que a coisa acelerou: a maioria dos elementos químicos que conhecemos foi registrada a partir do século XVIII. Alguns foram descobertos por meio de métodos científicos rigorosos; outros, por puro acidente. O fósforo é um exemplo do segundo caso. Durante séculos, muita gente acreditou que havia uma receita misteriosa para produzir a pedra filosofal, que transformaria metais em ouro e ajudaria a tornar uma pessoa imortal. O alemão Henning Brand foi um deles, e em 1669 fez um experimento bem esquisito para tentar obter a pedra filosofal. Ele coletou milhares de litros de urina, deixou os barris de molho ao ar livre por várias semanas e começou a ferver, esfriar, destilar, misturar resíduos… O resultado foi uma substância branca que brilhava no escuro e pegava fogo em contato com o oxigênio. Brand deu a ela o nome de fósforo, que significa “fonte de luz” em grego. Já a descoberta do oxigênio envolveu um método bem comum, que é o isolamento (quando você separa os elementos de uma substância). O primeiro cientista a isolar o oxigênio foi o sueco Carl Wilhelm Scheele, em 1772, ao aquecer um pó que misturava mercúrio e oxigênio. Antes de Scheele divulgar sua descoberta, o inglês Joseph Priestley fez um experimento parecido e publicou o resultado. Só que os dois achavam que tinham descoberto o flogístico, uma substância que alguns acreditavam existir em todos os materiais que pegam fogo. Depois de conhecer os experimentos de Scheele e Pristley, o francês Antoine Lavoisier conduziu seus próprios experimentos e afirmou que não existia o flogístico, nomeando o elemento isolado de oxigênio. Até hoje há uma confusão para definir qual dos três descobriu esse elemento. Vários outros métodos já foram utilizados nas descobertas, como o estudo das cores que as substâncias provocam em uma chama e a modificação de um elemento para transformá-lo em outro. Estes últimos fazem parte do grupo de elementos artificiais, que foram criados por cientistas e não são encontrados na natureza. Os quatro elementos mais recentes foram acrescentados à tabela periódica em 2016. Quem sabe quantos mais ainda terão? Curiosidade: O desenhista americano Keith Enevoldsen criou uma tabela periódica incrível que mostra exemplos de onde os elementos são usados ou estão presentes. Infelizmente ela está em inglês, mas dá para comparar com a tabela em português para saber os nomes dos elementos e descobrir...

Leia mais
Como fica o corpo dos astronautas no espaço?

Como fica o corpo dos astronautas no espaço?

Muitas crianças e adultos já tiveram o sonho de viajar para o espaço: ver a Terra lá do alto, sair flutuando pela nave, fazer pesquisas importantes para a ciência… Mas quem ainda pretende seguir esse sonho tem que ter uma coisa muito importante em mente: é preciso um preparo muito intenso para ser astronauta. Não só em relação aos estudos, mas também ao organismo. É que as condições do espaço causam diversas alterações no corpo humano. Essa é uma grande preocupação das agências espaciais, principalmente para conseguir encontrar formas de enviar os astronautas para viagens mais longas (como para Marte) sem prejudicar sua saúde. A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, fez uma experiência bem interessante: o astronauta Scott Kelly passou um ano na Estação Espacial Internacional, enquanto seu irmão gêmeo idêntico, Mark Kelly, ficou aqui na Terra. Desde que Scott voltou do espaço, em 2016, ele e Mark passam por exames para verificar as diferenças entre os dois e descobrir tudo que a estadia no espaço causou no corpo do astronauta. Veja algumas mudanças que acontecem no organismo de quem se aventura para fora da Terra:     Ossos e músculos mais fracos Como no espaço o corpo não precisa fazer muito esforço para se manter firme em pé ou se movimentar, os ossos e músculos acabam enfraquecendo. Por isso, os astronautas precisam fazer exercícios todos os dias enquanto estão no espaço – e, mesmo assim, eles voltam para a Terra com ossos e músculos mais leves. Mais altos no espaço, mais baixos na Terra Com menos massa muscular ao seu redor e em um ambiente onde a gravidade tem um efeito quase nulo, a coluna vertebral dos astronautas estica, e eles podem ficar até 3% mais altos. Scott Kelly ganhou cerca de 5 cm de altura no espaço, mas já voltou à altura normal na Terra. Muitos astronautas, como Scott, relataram fortes dores nas costas por causa desse problema. Visão prejudicada Alguns astronautas ficaram com a visão embaçada ou reduzida por causa de sua estadia no espaço. As mudanças de pressão causam alterações nos globos oculares e no nervo óptico, que podem levar os astronautas a ter mais dificuldade para enxergar. Líquidos por todo o corpo Por causa da gravidade, sangue e outros líquidos do nosso organismo ficam, em grande parte, nas extremidades do corpo. Na microgravidade, eles se espalham igualmente pelo corpo todo, inclusive pela cabeça. Durante as primeiras semanas no espaço, as pernas dos astronautas podem ficar mais finas e o rosto, inchado. Inúmeras adaptações O coração pode ficar menor, por não precisar de tanta força para bombear o sangue; muitos astronautas têm dificuldade para dormir em condições tão diferentes da Terra; há uma exposição maior à radiação cósmica, que aqui na Terra é filtrada pela atmosfera. Imagina passar por tantas mudanças no espaço e depois se adaptar novamente de volta à Terra? Realmente, ser astronauta não é tarefa fácil!   Notícias relacionadas: – Viagens fictícias dentro e fora do Sistema Solar – O que é preciso para se tornar um astrônomo? – Foguetes e ônibus espaciais na nossa visita à...

Leia mais
As plantas nem sempre foram como são agora

As plantas nem sempre foram como são agora

Assim como os animais, as plantas passaram por um processo de evolução que envolveu muitas adaptações às mudanças que ocorreram no mundo. As primeiras plantas que existiram foram algas marinhas, mas não se sabe ao certo quando elas surgiram. Naquele período, não existia ainda a camada de ozônio, que funciona como uma capa de gás na atmosfera que absorve a maior parte dos raios solares. Imagina se todos os raios solares atingissem a Terra sem nenhum obstáculo? A gente nem conseguiria sobreviver! Graças à fotossíntese das algas, que liberam oxigênio para a atmosfera, a camada de ozônio foi formada e criou condições para que mais formas de vida surgissem por aqui. E foi assim que, há 500 milhões de anos, uma espécie de alga verde desenvolveu adaptações em seu organismo para viver fora da água, dando origem às primeiras plantas terrestres. Outro fator que ajudou nessa mudança foram os longos períodos de seca da época. Como a evaporação da água deixava as algas ainda mais expostas ao ar, elas precisavam encontrar uma forma de sobreviver. E muitas adaptações ocorreram nas plantas para que elas se espalhassem pela terra: mudanças no organismo para distribuir a seiva e controlar a perda de água, manter as sementes protegidas no interior dos frutos, raízes longas para obter água do solo… Cada grupo de plantas desenvolveu um mecanismo próprio de sobrevivência. Ao longo do tempo, as mais diversas espécies de plantas dominaram os continentes e formaram biomas. Tudo isso aconteceu de forma natural. Mas também houve outro tipo de evolução das plantas chamada de seleção artificial, que começou após o surgimento da agricultura (há cerca de 10 mil anos). Nessa época, agricultores começaram a selecionar para o plantio apenas as sementes das frutas, verduras e legumes maiores, mais saborosos, mais práticos de se alimentar, entre outras características. Depois de tanto tempo fazendo isso, esses alimentos passaram a nascer com outros aspectos, até chegar nas espécies que conhecemos. Por esse motivo, esse tipo de evolução é chamado de seleção artificial: ele foi causado pelos seres humanos, e não pela própria natureza. Muitas das frutas, verduras e legumes de hoje não são nada parecidos com o que eram há muitos anos. A melancia já pesou menos de 1 kg e tinha um gosto amargo. O milho veio de uma planta chamada teosinto, que é muito fininha, mede cerca de 2 cm e é difícil de descascar. Confira alguns exemplos no vídeo abaixo, feito pelo site norte-americano Business Insider. As informações estão em inglês, mas dá para ver as imagens de como eram cinco alimentos antes de serem modificados pela agricultura. O vídeo mostra os exemplos nesta ordem: cenoura, beringela, milho, melancia e banana (primeiro aparece uma imagem de como era o alimento há muitos anos e, depois, uma foto atual).     Notícias relacionadas: – Como era o Brasil há vários milhões de anos? – Dinossauros, aves e uma ligação de milhões de anos – A evolução ilustrada por crianças do...

Leia mais
Entre a ciência e a magia do mundo de Harry Potter

Entre a ciência e a magia do mundo de Harry Potter

Objetos que voam, teletransporte, viagem no tempo, ler o pensamento de outras pessoas… Essas e muitas outras habilidades que parecem extraordinárias para nós são comuns no mundo de Harry Potter, protagonista da famosa série de livros da escritora inglesa J.K. Rowling. Enquanto alguns feitiços e poções têm efeitos que parecem ser impossíveis de acontecer no universo dos “trouxas” (como são apelidados os não bruxos na série), outros têm funções que já existem na ciência ou que estão no caminho de serem alcançadas. A magia de Harry Potter já foi inclusive tema de pesquisas acadêmicas. Dois alunos da Universidade de Leicester (Inglaterra), por exemplo, publicaram artigos no ano passado divulgando os estudos que fizeram para saber se os efeitos do guelricho e da poção Esquelesce seriam viáveis – caso eles existissem, é claro. O guelricho é uma planta mágica que faz com que os bruxos desenvolvam temporariamente características de peixes para respirar e nadar melhor debaixo d’água. Já a poção Esquelece faz com que os ossos cresçam em algumas horas. O resultado dos estudos foi que nenhum dos dois efeitos poderia acontecer, pelo menos da forma como são apresentados nos livros e nos filmes. Mas também existem tecnologias que realizam funções bem parecidas com os feitiços e poções usados pelos bruxos da série. Graças à nanotecnologia, há materiais que repelem totalmente a água e outros líquidos, mantendo-se sempre secos. Tem até um spray que você pode espirrar em objetos para que eles passem a repelir água (veja neste vídeo). É o mesmo efeito que acontece com o feitiço Impervius, que ajudou Harry Potter a proteger os óculos das gotas de chuva durante uma partida de quadribol. Por sua vez, uma impressora 3D pode fazer cópias de objetos (com certas limitações), assim como o feitiço Geminio. Daqui a algum tempo, talvez a gente possa acompanhar o surgimento de mais invenções que se aproximem do universo mágico criado por J.K. Rowling. Já contamos aqui no site sobre um equipamento desenvolvido na Universidade de Rochester (Estados Unidos) com lentes que deixam objetos invisíveis – o nome foi inspirado na Capa da Invisibilidade de Harry Potter: Capa de Rochester. Ainda não conseguimos fazer com que objetos saiam voando na direção e altura que quisermos – como o feitiço Vingardium Leviosa –, mas podemos manter objetos flutuando no ar por meio do magnetismo. Existem também diversos projetos (inclusive no Brasil) para criar trens que se movimentam por levitação magnética, sem encostar nos trilhos. Pílulas que ajudam a apagar ou modificar memórias, como o feitiço Obliviate; máquinas que transmitem pensamentos, que lembram a prática de Legilimência; pesquisas sobre a possibilidade de viajar no tempo, que pode ser feito com a ajuda de um Vira-Tempo; e muitos outros estudos e experimentos mostram que cada vez mais a ciência se empenha em tentar transformar o que parece ser magia em realidade!   Curiosidade: O site da revista Superinteressante publicou uma matéria comparando os seres do filme “Animais fantásticos e onde habitam” – também parte da saga Harry Potter – com animais da vida real, tanto em relação à aparência quanto em relação à habilidade. Confira neste link.   Notícias relacionadas: – Invenções da ficção que viraram reais – Ficção científica na realidade da sala de aula – Super-heróis: a ciência por trás dos superpoderes   Créditos da imagem em...

Leia mais
Os diferentes e curiosos sentidos do mundo animal

Os diferentes e curiosos sentidos do mundo animal

No mundo animal, esqueça tudo o que você sabe sobre os sentidos. A maneira com que os bichos percebem o mundo é muito variada e diferente da que estamos acostumados. Se os humanos utilizam tato, olfato, visão, paladar e audição e têm órgãos no corpo específicos para isso, entre os animais é uma mistura só! Tem espécies que usam órgãos inusitados para os cinco sentidos; outras que têm sentidos tão aguçados, que parecem de super-heróis; e ainda há aquelas que possuem sentidos que os humanos não têm. Conheça algumas delas a seguir!   Língua para o olfato, patas para o paladar… Assim como a gente, as cobras respiram por meio de narinas. Mas a maior responsável pelo olfato desses répteis é a língua. Não é à toa que em muitas imagens as cobras aparecem com a língua para fora. Elas fazem isso para captar partículas de odores e levá-las para o céu da boca, onde têm um órgão que identifica os cheiros. A ponta da língua das cobras é dividida em duas partes para que elas possam saber de qual direção está vindo o cheiro e se orientar melhor. Já as moscas têm sensores nos pelos das patas para sentir o sabor dos alimentos antes mesmo de levá-los à boca. Por isso elas ficam toda hora pousando nas comidas e esfregando as patas para limpá-las. Mas no quesito paladar aguçado as moscas não são páreo para uma espécie de bagre chamada Ictalurus natalis, que tem o corpo todo coberto por papilas gustativas (as saliências que nós também temos na língua para sentir os sabores). Fica mais fácil de localizar os alimentos quando seu corpo todo funciona como uma língua, não é mesmo?   Supersentidos dos animais Alguns bichos conseguem ver espectros de luz que nós não conseguimos: ultravioleta e infravermelho. A rena, por exemplo, enxerga a luz ultravioleta e, com isso, tem mais facilidade para avistar e se proteger dos lobos, seus predadores. Ao invés de confundir o pelo branquinho do lobo com a neve, as renas veem a neve mais clara e o lobo mais escuro. Além de enxergar a luz ultravioleta, as aranhas-saltadoras têm uma visão de quase 360°, graças aos seus oito olhos distribuídos na frente e nas laterais da cabeça. Enquanto o ouvido humano escuta sons em uma frequência entre 20 e 20 mil Hz, existem animais que se comunicam em frequências mais baixas (infrassom) e mais altas (ultrassom). Baleias, golfinhos e morcegos são animais bastante conhecidos por essa habilidade e por conseguir se localizar pelo eco dos sons que emitem. Os elefantes também produzem e escutam infrassons – para você ter uma ideia, eles podem ouvir um trovão a 500 km de distância, o que equivale à distância entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).   Além das capacidades humanas Existem animais com sentidos que nem conseguimos imaginar como devem ser, já que não os possuímos. Os ornitorrincos e os tubarões-martelo podem detectar mudanças no campo elétrico que são causadas pelo movimento de outros bichos, o que os ajuda a capturar suas presas. Abelhas, pássaros e outros bichos têm a capacidade de perceber o campo magnético da Terra e se guiar a partir dele, como se tivessem bússolas no organismo. Graças aos seus bigodes, as focas conseguem localizar os rastros do movimento de...

Leia mais
Nós enxergamos as cores da mesma maneira?

Nós enxergamos as cores da mesma maneira?

Podemos dizer que o morango é vermelho, que a grama é verde, que o girassol é amarelo… E será que o tom de vermelho que você vê no morango é o mesmo que outra pessoa vê? Não necessariamente. Cada um de nós tem uma maneira diferente de enxergar as cores, mesmo que, geralmente, seja bem parecida. Isso acontece porque as cores não estão presentes nos objetos: elas são frequências de luz, e a forma como nós as enxergamos depende de como os nossos olhos e cérebro captam e processam essas frequências. Você se lembra de quando explicamos que o físico inglês Isaac Newton fez um experimento com prismas e descobriu que a luz branca é formada pela mistura das cores do arco-íris? Essa é a chave para entender o que são as cores. Nós só vemos que um morango é vermelho porque ele tem propriedades específicas que fazem com que ele absorva os feixes de todas as cores, menos da vermelha. A luz vermelha é refletida para os nossos olhos, que detectam a cor e transmitem essa informação para o cérebro. Se nós iluminarmos o morango com uma luz de qualquer outra cor que não seja vermelha, ele vai ficar com a cor preta, já que não há nenhum feixe vermelho para refletir. Na animação abaixo, do projeto Universidade das Crianças, dá para entender melhor como esse processo acontece.     É claro que não existem só objetos das sete cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). As outras cores e tonalidades que vemos são um resultado da mistura de dois ou mais feixes de cores que são refletidos pelos objetos. A cor rosa, por exemplo, surge com a mistura das luzes vermelha e violeta. Quando todos os feixes são refletidos pelo objeto, vemos a cor branca. E objetos da cor preta absorvem todos os feixes, sem refletir nenhum – por isso, dizem que a cor preta é a ausência de cores. Um experimento bastante conhecido para observar misturas de cores é o disco de Newton. Basta recortar uma cartolina em formato de círculo, dividi-la em sete partes iguais e pintar cada uma de uma cor do arco-íris. Faça um furo no meio do círculo para deixar um lápis atravessado. Ao girar o lápis bem rápido com as mãos, você vai observar as cores se misturando e deixando o disco com a cor branca. Dá também para fazer discos com outras combinações de cores para observar como elas se misturam. Veja uma outra maneira de fazer esse experimento no vídeo do Manual do Mundo:     Como explicamos no início, as pessoas podem não enxergar as cores da mesma forma porque cada organismo funciona de uma maneira. Tanto é que existem pessoas que não conseguem diferenciar algumas cores – essa condição se chama daltonismo. Além disso, outros aspectos influenciam o modo como vemos as cores, desde a luz que está iluminando o objeto até mesmo o nosso humor. E tudo isso se refere apenas à visão dos seres humanos. No caso dos animais, há aqueles que não conseguem enxergar cores, outros que veem algumas cores e, ainda, existem bichos que podem detectar cores que os humanos não conseguem. Imagina como deve ser ver o mundo ainda mais colorido do que já vemos?   Notícias relacionadas:...

Leia mais
O desafio de levar os primeiros humanos a Marte

O desafio de levar os primeiros humanos a Marte

Há 47 anos, durante a missão Apollo 13, três astronautas norte-americanos deram uma volta ao redor da Lua e atingiram a maior distância da Terra já alcançada por seres humanos. Desde então, houve inúmeros avanços na exploração espacial, inclusive o lançamento de uma sonda que está viajando fora do Sistema Solar. Mas nenhum deles levou um ser humano tão longe quanto os cerca de 400 mil km da Terra alcançados em 1970. Essa situação tem tudo para mudar em menos de duas décadas: o desafio agora é levar astronautas a Marte no início da década de 2030. Há vários estudos e testes sendo feitos para descobrir tanto como transportar os astronautas em segurança quanto como fazer com que eles consigam sobreviver no planeta vermelho. As condições para essa jornada não são nada fáceis: uma viagem até nosso planeta vizinho dura sete meses, a temperatura média de lá é -63 °C e não há oxigênio em sua atmosfera. Enquanto cientistas e engenheiros quebram a cabeça para encontrar soluções para esses e outros problemas, há vários estudos sobre Marte sendo feitos em parceria entre agências espaciais pelo mundo a partir de informações coletadas por veículos espaciais enviados ao planeta, como o jipe-robô Curiosity. A NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, é a única agência espacial do mundo que tem um plano já divulgado para uma missão tripulada a Marte. Existem também empresas e iniciativas privadas que se juntaram a essa corrida. Uma delas é a Mars One, que fez uma seleção mundial de candidatos a formar a primeira colônia de seres humanos no planeta vermelho (sem chance de retorno à Terra) – a professora universitária Sandra da Silva, de Porto Velho (RO), está entre os 100 selecionados que podem ocupar as 24 vagas. Porém, muitos cientistas acreditam que a Mars One não tem condições de realizar esse feito em 2031, ano calculado pela iniciativa para a decolagem do primeiro grupo de tripulantes. Já o plano da NASA é dividido em três etapas. A primeira, chamada “Dependente da Terra”, já começou e envolve pesquisas com tecnologias, sistemas de comunicação e vida no espaço por longos períodos realizadas a bordo da Estação Espacial Internacional. A etapa “Campo de testes” está prevista para iniciar no próximo ano e durar até 2030. Serão feitos os primeiros testes de lançamento do foguete Space Launch System e da nave Orion, que devem ser utilizados nas viagens a Marte. Neste momento, eles serão lançados a uma distância de milhares de quilômetros depois da Lua – já quebrando o recorde da Apollo 13. Um grupo de astronautas viverá por um ano nessa distância para testar as condições de sobrevivência. Outra missão importante dessa etapa será a de coletar uma grande rocha de um asteroide e colocá-la na órbita da Lua. Quando estiver em órbita, astronautas irão coletar amostras da rocha e levá-las para a Terra. Esse processo também servirá como teste de tecnologias e procedimentos necessários para a viagem a Marte. Então, no início da década de 2030, a NASA espera iniciar a etapa “Independente da Terra”, na qual finalmente enviará os primeiros astronautas para a órbita de Marte. Lá eles farão estudos e testes para saber o que é preciso para pousar em segurança e explorar o planeta pessoalmente. Será que em menos de 20 anos veremos...

Leia mais