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Uma visita à Estação Espacial Internacional

Uma visita à Estação Espacial Internacional

Quem acompanha o site de TIM Faz Ciência já sabe alguma coisa sobre a Estação Espacial Internacional (EEI, ou ISS, na sigla em inglês). Esse grande laboratório espacial foi criado para ser uma base permanentemente habitada – desde 2000, a EEI já abrigou 222 astronautas de 18 países, inclusive o brasileiro Marcos Pontes. Além de permitir que os cientistas estudem o efeito da permanência no espaço sobre o corpo humano e coletem dados sobre os oceanos, a atmosfera e a superfície terrestre, a EEI possibilita a realização de experimentos e pesquisas que não poderiam acontecer na Terra por causa da aceleração da gravidade. Nós já mostramos um pouco da rotina dos astronautas que habitam a EEI (O dia a dia na Estação Espacial Internacional) e falamos das mudanças que acontecem no corpo de uma pessoa que passa um ano morando lá (Como fica o corpo dos astronautas no espaço?). Mas nada é tão interessante quanto visitar a EEI pessoalmente, não é mesmo? E você pode fazer isso – pelo menos no mundo virtual, com o Google Street View. É claro que tem algumas diferenças: como não dá pra mandar um carro para o espaço, o tour em 360° da estação foi feito com base em fotos tiradas pelo astronauta francês Thomas Pesquet. Dá pra visitar 16 módulos da EEI e conhecer mais sobre eles com os textos explicativos que ficam à direita da tela (em inglês). Entre os mais interessantes estão a Cúpula, um pequeno módulo produzido na Itália e desenhado para a observação de operações feitas do lado de fora da estação, e que tem uma vista espetacular da Terra. Outro módulo que vale a visita é o Laboratório de Pesquisa Columbus, feito pela Agência Espacial Europeia: ele é bem grande – tem 75 m³ – e permite a realização de milhares de experimentos sobre ciências naturais, materiais, física dos fluidos. Não deixe de navegar pelos nós (Node), que são as áreas cheias de cantinhos e equipamentos que conectam os módulos uns nos outros. Uma visita para quem quer se sentir astronauta por um dia!     Saiba mais sobre a EEI: – https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/07/20/google-torna-possivel-viagem-ao-espaco-com-apenas-um-clique.htm – https://canaltech.com.br/ciencia/Tudo-sobre-a-Estacao-Espacial-Internacional/   Notícias relacionadas: – Como fica o corpo dos astronautas no espaço? – O desafio de levar os primeiros humanos a Marte – Um mapa gigante das estrelas da Via Láctea...

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Invenções que você não sabia serem brasileiras

Invenções que você não sabia serem brasileiras

Pense rápido: quando falamos em invenções feitas por brasileiros, o que vem à sua mente? Talvez alguém pense no 14-Bis de Santos Dumont, o primeiro avião a decolar e pousar sem a ajuda de equipamentos. Ou então no Museu das Invenções, que fica em São Paulo e reúne mais de 500 invenções, a maioria feita por brasileiros. Mas alguém aí pensa no câmbio automático? Nas radiografias? No relógio de pulso? Pois acredite: essas invenções, entre muitas outras, foram feitas por brasileiros! Confira a seguir a história de algumas:   Rádio Quem entrou para a história como o inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi: em 1896, ele patenteou um sistema de telegrafia sem fios que é o precursor do rádio moderno – foi uma descoberta tão sensacional que ele chegou a ganhar o Prêmio Nobel de Física algum tempo depois. Mas dois anos antes, em 1894, o padre brasileiro Roberto Landell de Moura já havia conseguido transmitir a voz de algumas pessoas por aproximadamente 8 km, em linha reta. Diversos fatores fizeram com que o trabalho de Landell fosse esquecido, entre eles o fato de que o padre se recusou a aceitar investimento estrangeiro. Ele acreditava que suas invenções pertenciam ao Brasil. Saiba mais: super.abril.com.br/historia/o-outro-inventor-do-radio   Soro antiofídico Vital Brazil é um dos nossos maiores cientistas. Ele trabalhou no combate a diversas epidemias nos séculos XIX e XX, como febre amarela, cólera, varíola e peste bubônica, mas foi a criação do soro antiofídico que o colocou na história da ciência mundial. Quando trabalhava no Instituto Bacteriológico de São Paulo, Vital Brazil estudou o assunto a partir do trabalho do francês Albert Calmette – em 1896, ele havia conseguido curar um homem picado por uma naja usando anticorpos (o método de Calmette envolvia injetar em cavalos doses mínimas do veneno da cobra, já desintoxicado por processo químico ou aquecimento, e utilizar os anticorpos gerados pelo animal para tratar picadas). Vital Brazil descobriu que o soro de Calmette não curava picadas de cascavel e jararaca, as mais que matavam por aqui, e que para a picada de cada cobra devia ser ministrado um veneno específico. Até hoje, o método de Vital Brazil é o mais eficaz para neutralização de peçonha. Saiba mais: g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/ha-100-anos-vital-brazil-entrava-na-historia-ao-receber-patente-do-soro-antiofidico.ghtml   Escorredor de arroz A dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade estava cansada de ver sua pia entupida toda vez que lavava arroz. Para facilitar esse processo, ela mesma criou um aparato: o escorredor de arroz, que consiste em um utensílio em que é possível lavar o arroz em um compartimento e escorrê-lo em outro. Ela patenteou o objeto – que está presente nas cozinhas de boa parte das casas brasileiras – nos anos 1950.   Identificador de chamadas Não importa se você tem um smartphone ou um telefone fixo – se você consegue ver o número de quem está ligando é por causa do identificador de chamadas. Esse aparato, chamado de Bina (sigla para “B Identifica Número A”) foi inventado pelo eletrotécnico Nélio José Nicolai em 1977, quando trabalhava na estatal Telebrasília. A ideia de Nélio era reduzir o número de trotes e golpes. Ele chegou a ser premiado e reconhecido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) pela invenção. Saiba mais: piaui.folha.uol.com.br/materia/identificador-de-dinheiro   BÔNUS: O câmbio automático foi inventado em 1932 por José Braz Araripe e...

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Música e ciência no mesmo ritmo

Música e ciência no mesmo ritmo

No dia 6 de fevereiro, a empresa norte-americana SpaceX lançou o foguete mais potente do mundo, o Falcon Heavy. O foguete levou a bordo algo bem inusitado: um carro com um boneco vestido de astronauta ao volante e que, desde então, está orbitando o Sol e se afastando da Terra. Nos alto-falantes do carro, toca a música “Space Oddity”, do cantor David Bowie, que fala justamente sobre um astronauta que perde o contato com o nosso planeta. Se o lançamento do Falcon Heavy já é um fato histórico, a trilha sonora ajudou a deixar pessoas de todo o mundo ainda mais encantadas com esse feito. E é um bom exemplo de como a música pode trazer mais beleza para a ciência e aproximá-la de todos! Aqui no Brasil há vários artistas que se inspiraram em conceitos científicos para compor suas músicas. E professores e professoras também podem aproveitar algumas delas para complementar as aulas de ciências de uma forma diferente e divertida. Confira alguns exemplos a seguir – e não esqueça de deixar suas sugestões de músicas relacionadas a ciência nos comentários!   “Quanta” – Gilberto Gil Gilberto Gil é um dos músicos que mais faz conexões com a ciência em suas canções. Nesta ele fala do quantum, que é a menor quantidade possível de energia que pode existir. Quanta do latim / Plural de quantum / Quando quase não há / Quantidade que se medir / Qualidade que se expressar / Fragmento infinitésimo / Quase que apenas mental    “Planeta Água” – Guilherme Arantes Essa música já é bem conhecida e inclusive utilizada por muitos professores e professoras nas aulas para falar do ciclo da água. Mas não podíamos deixar de mencioná-la por aqui também! Água que nasce na fonte serena do mundo / E que abre um profundo grotão / Água que faz inocente riacho / E deságua na corrente do ribeirão    “Luz do Sol” – Caetano Veloso A letra fala das belezas do ciclo da vida, da interferência do ser humano na natureza e termina com a esperança de que a luz do Sol, pela fotossíntese, continue renovando a vida na Terra. Luz do Sol / Que a folha traga e traduz / Em verde novo / Em folha, em graça / Em vida, em força, em luz    “Caatinga” – Paulo Soares e a Terceira Cidade Quando a gente ouve essa música, dá até para imaginar uma linda paisagem da caatinga! A letra menciona algumas das milhares de espécies de plantas e animais que vivem por lá. Jenipapo, mulungu / Mata seca, céu azul / O quipá, facheiro e o mandacaru / Pele de onça preta / Tatu, tamanduá / Calango comendo batata tiú / Jararaca Armada / Pé de jacurutu   “Embolada do Tempo” – Alceu Valença O tempo é infinito? Essa questão intriga e encanta não só cientistas, como muita gente ao longo de nossa história. Alceu Valença brincou com o tema nessa divertida embolada! Você quer parar o tempo / O tempo não tem parada / O tempo em si / Não tem fim, não tem começo / Mesmo pensado ao avesso / Não se pode mensurar    Confira mais exemplos: – Guia do Estudante – História, Ciências, Saúde – Manguinhos – Minas Faz Ciência Infantil  ...

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Recado especial do UNICEF para as crianças de TFC

Recado especial do UNICEF para as crianças de TFC

Um dos desafios do percurso Questionar convida os alunos e alunas a escrever cartas para uma criança que nunca foi à escola, contando como é este lugar e apresentando argumentos e razões que as convençam a ir para a escola. Um dos objetivos dessa atividade é apoiar o programa Fora da Escola Não Pode!, uma iniciativa muito importante do Fundo das Nações Unidas para as Crianças (UNICEF) que procura conscientizar governos e sociedade civil sobre o problema da exclusão escolar e sugerir planos práticos para chegar a uma solução. Recebemos centenas de cartinhas de estudantes de todo o país entre 2014 e 2016, e encaminhamos todas à equipe do Fora da Escola Não Pode!. E esses esforços foram reconhecidos pelo próprio UNICEF! Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil, enviou uma carta dedicada especialmente a todos os alunos e alunas participantes de TIM Faz Ciência que contribuíram com suas cartas e desenhos para incentivar que mais crianças e adolescentes voltem a estudar. “Espero que vocês continuem tentando, do seu próprio jeitinho, da forma como podem, contribuir para levar à escola as crianças e esses adolescentes que estão sem estudar. Nossos esforços se multiplicam quando vocês estão juntos a nós”, escreveu Ítalo. Confira a carta completa a seguir (clique para ampliar): E nós, de TIM Faz Ciência, reforçamos esse agradecimento: muito obrigado pela dedicação de todos...

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Você já conhece todos os materiais e recursos de TFC?

Você já conhece todos os materiais e recursos de TFC?

O material didático de TIM Faz Ciência foi elaborado para contribuir com o ensino de ciências nos 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, convidando crianças e professores a explorar sete operações intelectuais próprias à produção do conhecimento. E além dos cadernos, o site de TFC tem uma variedade de recursos disponíveis para que os professores acessem e utilizem à vontade em suas aulas. Você já conhece todos eles? Confira! Na página Materiais didáticos, você encontra links para visualizar, baixar e imprimir gratuitamente todos os cadernos que compõem o material didático de TFC. São oito cadernos para os professores (um para cada operação intelectual e a Bula, com orientações sobre as atividades) e um Caderno do Estudante. Já a página Conheça as 7 operações reúne todos os vídeos que dão suporte às atividades, com aulas conduzidas pelo professor José Sérgio Carvalho e as histórias de cada operação contadas pela contadora de histórias Kiara Terra. A Galeria de Pensadores contém vídeos com depoimentos de especialistas brasileiros e estrangeiros sobre educação e o ensino de ciências na escola. Navegue pelas seções Notícias e Para Saber + para ficar por dentro de novidades e curiosidades do mundo da ciência, conhecer sugestões de materiais para incrementar as aulas e conferir como o percurso de TFC foi realizado em escolas de todo o país. TFC também tem dois perfis no Flickr onde você pode ver fotos das aulas e registros de atividades de TIM Faz Ciência enviadas pelos professores e professoras que participaram do programa. Os álbuns de fotos estão neste perfil e os álbuns de atividades estão neste perfil. E se quiser conferir relatos de outros participantes, visite as seções de comentários voltadas para professores, estudantes e interessados. Fique à...

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Animais curiosos das profundezas do oceano

Animais curiosos das profundezas do oceano

Um lugar extremamente frio, escuro, com uma pressão que faria os pulmões de uma pessoa pararem de funcionar em um instante… Parece um lugar impossível de se viver – ou que apenas extremófilos conseguiriam suportar. Mas existem inúmeros seres vivos morando por lá, de micróbios a peixes. Estamos falando das profundezas do oceano, mais de 200 metros abaixo da superfície. É uma área que corresponde a mais de 90% do oceano, mas da qual não sabemos quase nada. Para explorar essa região cheia de mistérios, é preciso contar com veículos e equipamentos submarinos muito caros, que aguentam altos níveis de pressão. Afinal, 200 metros é só o comecinho da jornada: o ponto mais profundo do oceano, a depressão Challenger, fica a 11 km da superfície, em uma região chamada Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. Apenas três pessoas já se aventuraram nesse lugar: o oceanógrafo e engenheiro suíço Jacques Piccard e o tenente da Marinha dos Estados Unidos Donald Walsh, que ficaram por 20 minutos no local em 1960; e o cineasta norte-americano James Cameron, responsável por filmes como “Titanic” (1997) e “Avatar” (2009), que durante seis horas gravou imagens para um documentário e coletou amostras do local para pesquisadores em 2012. E que tipos de animais sobrevivem nas condições difíceis do mar profundo? Uma variedade gigante! Acredita-se que há mais de 1 milhão de espécies (das quais não conhecemos nem a metade), com as características mais diferentes e curiosas que podemos imaginar: dentes parecidos com espinhos longos e pontiagudos, órgãos que emitem luz, olhos enormes, corpos transparentes, formatos inusitados. Esses e outros aspectos são essenciais para que espécies de peixes, crustáceos, águas-vivas, corais e outros animais se adaptem a um ambiente tão inóspito. Talvez você já tenha visto um desses animais no filme “Procurando Nemo” (2003). É o peixe-diabo-negro, que persegue os peixinhos Marlin e Dory com seus dentes longos e uma antena que parece uma lanterna. Veja abaixo um vídeo do peixe-diabo-negro no oceano:     A antena que emite luz na ponta parece ser algo raro, mas, na verdade, há muitos animais das profundezas do oceano que conseguem emitir luz por meio de um fenômeno chamado bioluminescência (o mesmo usado pelos vaga-lumes). É uma forma de ajudar a encontrar presas no meio da escuridão – a partir de 1 km de profundidade, não há mais nenhum vestígio da luz do Sol. Justamente por não haver luz, quase não há algas nessas regiões, já que a maioria depende de luz para fazer a fotossíntese e sobreviver. Por isso, muitos animais são carnívoros e têm bocas e dentes muito grandes para pegar suas presas. Outros se alimentam de restos de algas e animais mortos que afundam das partes superiores do mar. É muito comum compararmos os animais do oceano profundo com monstros, já que suas aparências são bem esquisitas – algumas chegam a ser assustadoras! Porém, é uma percepção que precisa ser mudada. Em um artigo no site norte-americano The Conversation, a professora da Universidade do Sul da Austrália Carla Litchfield afirma que devemos ter o mesmo cuidado com esses animais que o que temos por bichos que consideramos bonitos. Eles também precisam de atenção e proteção e são essenciais para manter todo um ecossistema que está sofrendo com poluição e pesca ilegal, e que é tão importante...

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Descobertas – e confusões – sobre os elementos

Descobertas – e confusões – sobre os elementos

Como explicamos anteriormente aqui, a tabela periódica reúne todos os elementos químicos descobertos até hoje. Todas as substâncias que conhecemos no universo são formadas por pelo menos um dos 118 elementos registrados na tabela. Chegar a esse número, que pode sempre aumentar, envolveu muita pesquisa e trabalho de diversas pessoas ao longo do tempo. E os métodos para descobrir os elementos foram os mais variados – e até curiosos. Os primeiros elementos químicos foram registrados milênios antes de Cristo, como cobre, chumbo, ouro, prata e ferro. Esses elementos encontrados na natureza foram utilizados em muitas construções e artefatos, mas não existia a noção que temos hoje do que é um elemento químico. Até o final da Idade Média, quase todo mundo acreditava na ideia do filósofo grego Aristóteles de que todas as substâncias eram feitas da combinação de quatro elementos: água, fogo, terra e ar. Os estudos dos elementos continuaram ao longo dos séculos de maneira bastante lenta. Só depois que a coisa acelerou: a maioria dos elementos químicos que conhecemos foi registrada a partir do século XVIII. Alguns foram descobertos por meio de métodos científicos rigorosos; outros, por puro acidente. O fósforo é um exemplo do segundo caso. Durante séculos, muita gente acreditou que havia uma receita misteriosa para produzir a pedra filosofal, que transformaria metais em ouro e ajudaria a tornar uma pessoa imortal. O alemão Henning Brand foi um deles, e em 1669 fez um experimento bem esquisito para tentar obter a pedra filosofal. Ele coletou milhares de litros de urina, deixou os barris de molho ao ar livre por várias semanas e começou a ferver, esfriar, destilar, misturar resíduos… O resultado foi uma substância branca que brilhava no escuro e pegava fogo em contato com o oxigênio. Brand deu a ela o nome de fósforo, que significa “fonte de luz” em grego. Já a descoberta do oxigênio envolveu um método bem comum, que é o isolamento (quando você separa os elementos de uma substância). O primeiro cientista a isolar o oxigênio foi o sueco Carl Wilhelm Scheele, em 1772, ao aquecer um pó que misturava mercúrio e oxigênio. Antes de Scheele divulgar sua descoberta, o inglês Joseph Priestley fez um experimento parecido e publicou o resultado. Só que os dois achavam que tinham descoberto o flogístico, uma substância que alguns acreditavam existir em todos os materiais que pegam fogo. Depois de conhecer os experimentos de Scheele e Pristley, o francês Antoine Lavoisier conduziu seus próprios experimentos e afirmou que não existia o flogístico, nomeando o elemento isolado de oxigênio. Até hoje há uma confusão para definir qual dos três descobriu esse elemento. Vários outros métodos já foram utilizados nas descobertas, como o estudo das cores que as substâncias provocam em uma chama e a modificação de um elemento para transformá-lo em outro. Estes últimos fazem parte do grupo de elementos artificiais, que foram criados por cientistas e não são encontrados na natureza. Os quatro elementos mais recentes foram acrescentados à tabela periódica em 2016. Quem sabe quantos mais ainda terão? Curiosidade: O desenhista americano Keith Enevoldsen criou uma tabela periódica incrível que mostra exemplos de onde os elementos são usados ou estão presentes. Infelizmente ela está em inglês, mas dá para comparar com a tabela em português para saber os nomes dos elementos e descobrir...

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Como fica o corpo dos astronautas no espaço?

Como fica o corpo dos astronautas no espaço?

Muitas crianças e adultos já tiveram o sonho de viajar para o espaço: ver a Terra lá do alto, sair flutuando pela nave, fazer pesquisas importantes para a ciência… Mas quem ainda pretende seguir esse sonho tem que ter uma coisa muito importante em mente: é preciso um preparo muito intenso para ser astronauta. Não só em relação aos estudos, mas também ao organismo. É que as condições do espaço causam diversas alterações no corpo humano. Essa é uma grande preocupação das agências espaciais, principalmente para conseguir encontrar formas de enviar os astronautas para viagens mais longas (como para Marte) sem prejudicar sua saúde. A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, fez uma experiência bem interessante: o astronauta Scott Kelly passou um ano na Estação Espacial Internacional, enquanto seu irmão gêmeo idêntico, Mark Kelly, ficou aqui na Terra. Desde que Scott voltou do espaço, em 2016, ele e Mark passam por exames para verificar as diferenças entre os dois e descobrir tudo que a estadia no espaço causou no corpo do astronauta. Veja algumas mudanças que acontecem no organismo de quem se aventura para fora da Terra:     Ossos e músculos mais fracos Como no espaço o corpo não precisa fazer muito esforço para se manter firme em pé ou se movimentar, os ossos e músculos acabam enfraquecendo. Por isso, os astronautas precisam fazer exercícios todos os dias enquanto estão no espaço – e, mesmo assim, eles voltam para a Terra com ossos e músculos mais leves. Mais altos no espaço, mais baixos na Terra Com menos massa muscular ao seu redor e em um ambiente onde a gravidade tem um efeito quase nulo, a coluna vertebral dos astronautas estica, e eles podem ficar até 3% mais altos. Scott Kelly ganhou cerca de 5 cm de altura no espaço, mas já voltou à altura normal na Terra. Muitos astronautas, como Scott, relataram fortes dores nas costas por causa desse problema. Visão prejudicada Alguns astronautas ficaram com a visão embaçada ou reduzida por causa de sua estadia no espaço. As mudanças de pressão causam alterações nos globos oculares e no nervo óptico, que podem levar os astronautas a ter mais dificuldade para enxergar. Líquidos por todo o corpo Por causa da gravidade, sangue e outros líquidos do nosso organismo ficam, em grande parte, nas extremidades do corpo. Na microgravidade, eles se espalham igualmente pelo corpo todo, inclusive pela cabeça. Durante as primeiras semanas no espaço, as pernas dos astronautas podem ficar mais finas e o rosto, inchado. Inúmeras adaptações O coração pode ficar menor, por não precisar de tanta força para bombear o sangue; muitos astronautas têm dificuldade para dormir em condições tão diferentes da Terra; há uma exposição maior à radiação cósmica, que aqui na Terra é filtrada pela atmosfera. Imagina passar por tantas mudanças no espaço e depois se adaptar novamente de volta à Terra? Realmente, ser astronauta não é tarefa fácil!   Notícias relacionadas: – Viagens fictícias dentro e fora do Sistema Solar – O que é preciso para se tornar um astrônomo? – Foguetes e ônibus espaciais na nossa visita à...

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As plantas nem sempre foram como são agora

As plantas nem sempre foram como são agora

Assim como os animais, as plantas passaram por um processo de evolução que envolveu muitas adaptações às mudanças que ocorreram no mundo. As primeiras plantas que existiram foram algas marinhas, mas não se sabe ao certo quando elas surgiram. Naquele período, não existia ainda a camada de ozônio, que funciona como uma capa de gás na atmosfera que absorve a maior parte dos raios solares. Imagina se todos os raios solares atingissem a Terra sem nenhum obstáculo? A gente nem conseguiria sobreviver! Graças à fotossíntese das algas, que liberam oxigênio para a atmosfera, a camada de ozônio foi formada e criou condições para que mais formas de vida surgissem por aqui. E foi assim que, há 500 milhões de anos, uma espécie de alga verde desenvolveu adaptações em seu organismo para viver fora da água, dando origem às primeiras plantas terrestres. Outro fator que ajudou nessa mudança foram os longos períodos de seca da época. Como a evaporação da água deixava as algas ainda mais expostas ao ar, elas precisavam encontrar uma forma de sobreviver. E muitas adaptações ocorreram nas plantas para que elas se espalhassem pela terra: mudanças no organismo para distribuir a seiva e controlar a perda de água, manter as sementes protegidas no interior dos frutos, raízes longas para obter água do solo… Cada grupo de plantas desenvolveu um mecanismo próprio de sobrevivência. Ao longo do tempo, as mais diversas espécies de plantas dominaram os continentes e formaram biomas. Tudo isso aconteceu de forma natural. Mas também houve outro tipo de evolução das plantas chamada de seleção artificial, que começou após o surgimento da agricultura (há cerca de 10 mil anos). Nessa época, agricultores começaram a selecionar para o plantio apenas as sementes das frutas, verduras e legumes maiores, mais saborosos, mais práticos de se alimentar, entre outras características. Depois de tanto tempo fazendo isso, esses alimentos passaram a nascer com outros aspectos, até chegar nas espécies que conhecemos. Por esse motivo, esse tipo de evolução é chamado de seleção artificial: ele foi causado pelos seres humanos, e não pela própria natureza. Muitas das frutas, verduras e legumes de hoje não são nada parecidos com o que eram há muitos anos. A melancia já pesou menos de 1 kg e tinha um gosto amargo. O milho veio de uma planta chamada teosinto, que é muito fininha, mede cerca de 2 cm e é difícil de descascar. Confira alguns exemplos no vídeo abaixo, feito pelo site norte-americano Business Insider. As informações estão em inglês, mas dá para ver as imagens de como eram cinco alimentos antes de serem modificados pela agricultura. O vídeo mostra os exemplos nesta ordem: cenoura, beringela, milho, melancia e banana (primeiro aparece uma imagem de como era o alimento há muitos anos e, depois, uma foto atual).     Notícias relacionadas: – Como era o Brasil há vários milhões de anos? – Dinossauros, aves e uma ligação de milhões de anos – A evolução ilustrada por crianças do...

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Entre a ciência e a magia do mundo de Harry Potter

Entre a ciência e a magia do mundo de Harry Potter

Objetos que voam, teletransporte, viagem no tempo, ler o pensamento de outras pessoas… Essas e muitas outras habilidades que parecem extraordinárias para nós são comuns no mundo de Harry Potter, protagonista da famosa série de livros da escritora inglesa J.K. Rowling. Enquanto alguns feitiços e poções têm efeitos que parecem ser impossíveis de acontecer no universo dos “trouxas” (como são apelidados os não bruxos na série), outros têm funções que já existem na ciência ou que estão no caminho de serem alcançadas. A magia de Harry Potter já foi inclusive tema de pesquisas acadêmicas. Dois alunos da Universidade de Leicester (Inglaterra), por exemplo, publicaram artigos no ano passado divulgando os estudos que fizeram para saber se os efeitos do guelricho e da poção Esquelesce seriam viáveis – caso eles existissem, é claro. O guelricho é uma planta mágica que faz com que os bruxos desenvolvam temporariamente características de peixes para respirar e nadar melhor debaixo d’água. Já a poção Esquelece faz com que os ossos cresçam em algumas horas. O resultado dos estudos foi que nenhum dos dois efeitos poderia acontecer, pelo menos da forma como são apresentados nos livros e nos filmes. Mas também existem tecnologias que realizam funções bem parecidas com os feitiços e poções usados pelos bruxos da série. Graças à nanotecnologia, há materiais que repelem totalmente a água e outros líquidos, mantendo-se sempre secos. Tem até um spray que você pode espirrar em objetos para que eles passem a repelir água (veja neste vídeo). É o mesmo efeito que acontece com o feitiço Impervius, que ajudou Harry Potter a proteger os óculos das gotas de chuva durante uma partida de quadribol. Por sua vez, uma impressora 3D pode fazer cópias de objetos (com certas limitações), assim como o feitiço Geminio. Daqui a algum tempo, talvez a gente possa acompanhar o surgimento de mais invenções que se aproximem do universo mágico criado por J.K. Rowling. Já contamos aqui no site sobre um equipamento desenvolvido na Universidade de Rochester (Estados Unidos) com lentes que deixam objetos invisíveis – o nome foi inspirado na Capa da Invisibilidade de Harry Potter: Capa de Rochester. Ainda não conseguimos fazer com que objetos saiam voando na direção e altura que quisermos – como o feitiço Vingardium Leviosa –, mas podemos manter objetos flutuando no ar por meio do magnetismo. Existem também diversos projetos (inclusive no Brasil) para criar trens que se movimentam por levitação magnética, sem encostar nos trilhos. Pílulas que ajudam a apagar ou modificar memórias, como o feitiço Obliviate; máquinas que transmitem pensamentos, que lembram a prática de Legilimência; pesquisas sobre a possibilidade de viajar no tempo, que pode ser feito com a ajuda de um Vira-Tempo; e muitos outros estudos e experimentos mostram que cada vez mais a ciência se empenha em tentar transformar o que parece ser magia em realidade!   Curiosidade: O site da revista Superinteressante publicou uma matéria comparando os seres do filme “Animais fantásticos e onde habitam” – também parte da saga Harry Potter – com animais da vida real, tanto em relação à aparência quanto em relação à habilidade. Confira neste link.   Notícias relacionadas: – Invenções da ficção que viraram reais – Ficção científica na realidade da sala de aula – Super-heróis: a ciência por trás dos superpoderes   Créditos da imagem em...

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