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Cerrado e pampa: biomas brasileiros mundo afora

31/07/2018

Se você tiver a chance de cruzar o Brasil de norte a sul, e de leste a oeste, verá que as paisagens mudam muito de região para região. É que nosso país é composto por seis diferentes biomas terrestres – conjuntos de tipos de vegetação que abrangem grandes áreas contínuas, com flora e fauna similares, e aspectos climáticos, geográficos e litológicos (das rochas) parecidos. Com certeza você já ouviu falar nesses seis biomas: a Amazônia, no Norte; o cerrado, que ocupa partes do Centro-Oeste, do Sudeste e do Nordeste; a mata atlântica, perto do litoral, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul; a caatinga, no Nordeste; o Pantanal, no Centro-Oeste, perto da fronteira com o Paraguai; e o pampa, no Rio Grande do Sul.

Cada bioma tem características diferentes. A caatinga, por exemplo, é um bioma só nosso, que não se encontra em outros países do mundo. A Amazônia, nosso maior bioma, se estende por outros países da América do Sul, como Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Equador. Da mesma forma, o Pantanal se estende pelo Paraguai, a Bolívia e o norte da Argentina – nesses países, ele se chama Chaco – e a mata atlântica vai até o Paraguai e a Argentina. Mas há dois biomas brasileiros que encontram correspondentes em diversos outros cantos do mundo, não só em países vizinhos: o cerrado e o pampa.

 

Nossa savana: o cerrado
Você já deve ter ouvido falar das savanas africanas – habitadas por leões, girafas, zebras. Pois o cerrado é uma savana. Esse bioma é caracterizado por grandes extensões de capim permeadas por árvores pequenas e retorcidas, que às vezes possuem os troncos queimados pela passagem do fogo. Além da África do Sul e do Brasil, a savana está presente em outros países da América do Sul (esse bioma também é encontrado na Colômbia, na Venezuela e na Bolívia) e na Austrália. Mas há uma grande diferença entre essas savanas e a nossa: o cerrado é muito mais rico em biodiversidade – ele é uma das 34 áreas de maior riqueza de espécies de todo o mundo: abriga 11.627 espécies de plantas nativas, 199 espécies de mamíferos, 837 espécies de aves e cerca de 1200 espécies de peixes, 180 de répteis e 150 de anfíbios. A má notícia é que toda essa biodiversidade está ameaçada: estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais do cerrado estão ameaçadas de extinção, como é o caso do lobo-guará.

CRÉDITO DA FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Nossos campos: o pampa
Cerca de 25% da superfície terrestre abrange regiões de campos – no entanto, estes ecossistemas estão entre os menos protegidos em todo o planeta. Os campos de clima temperado, conhecidos no Brasil como pampa (palavra de origem indígena que significa “terra plana”), possuem terras baixas e predominantemente planas, recortadas por colinas arredondadas, conhecidas como “coxilhas”, e onde se encontram capões de mata, matas ciliares e banhados. Há campos no centro-oeste dos Estados Unidos, no leste da Europa e na Austrália. Na comparação com as florestas e savanas, a vegetação dos campos é mais simples e menos exuberante. Ainda assim, estima-se que esse bioma abrigue em torno de 3000 espécies de plantas, especialmente gramíneas, 500 espécies de aves e mais de 100 espécies de mamíferos terrestres. Entre os animais característicos do pampa estão a ema, o quero-quero, o veado-campeiro e o preá.

CRÉDITO DA FOTO: Odacir Blanco (https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Malecho_050.JPG#/media/File:Malecho_050.JPG)

 

Saiba mais:
IBGE
Fapesp
Ministério do Meio Ambiente – Cerrado
Ministério do Meio Ambiente – Pampa
ICMBio

 

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