Instituto TIM

Conheça os seres mais brilhantes do mundo

15/08/2016

Você já viu peixes que brilham? E ondas do mar iluminadas, como se carregassem pequenas lanternas? Talvez não, mas com certeza você já viu vaga-lumes. O que essas três coisas têm em comum é a bioluminescência, fenômeno que permite a certos organismos emitirem luz, transformando energia química em energia luminosa.

Desde os tempos de Aristóteles, na Grécia antiga, há registros de madeiras e materiais em decomposição que emitiam luz. É porque neles havia fungos bioluminescentes como o Armillaria mellea, um cogumelo que ataca raízes de plantas e pode ser observado próximo a árvores.

Mas a bioluminescência é para poucos: anfíbios, aves, répteis e mamíferos, por exemplo, não podem emitir luz. Bactérias e fungos com essa propriedade podem emitir luz quase o tempo inteiro. Já nos insetos, a luz é intermitente e dura menos de um segundo. É por isso que temos a impressão de que o vaga-lume “pisca”. Todas as cores podem ser emitidas, mas o azul e o verde são as mais comuns. Em todos os casos, é necessário oxigênio para a reação ocorrer.

Os cientistas ainda não sabem exatamente por que certos tipos de seres emitem luz, mas algumas causas são conhecidas. No vaga-lume adulto, a luz serve para que machos e fêmeas se comuniquem e escolham seus parceiros. Nas larvas de vaga-lumes, ela contribui para afastar ameaças. Já nos peixes do gênero Photoblepharon, a luz é produzida por bactérias que ficam abaixo dos olhos e ajuda a enxergar melhor.

Aliás, é nos oceanos que a bioluminescência é mais comum. Há bactérias luminescentes que vivem no mar e que, quando agrupadas, emitem tanta luz que é possível enxergá-las de longas distâncias. Muitos marinheiros já se surpreenderam com essa luz tão intensa, que pode até ser captada por satélites.

Águas-vivas também são bioluminescentes. A Aequorea victoria, por exemplo, tem uma proteína fluorescente que pode emitir uma luz azulada. Quando há muitas delas juntas, dá para ver uma longa corrente iluminada. E existe até mesmo um animal conhecido como “vaga-lume do mar” − um pequeno crustáceo que passa o tempo em águas mais rasas, perto da areia da praia. Nele, a luz pode servir tanto para a reprodução quanto para afastar ameaças.

E você, conhece outros exemplos de seres bioluminescentes? Escreva nos comentários!

 

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1 comentário

  1. Muito interessante essas informações quanto à característica desses animais. são legais para tornar as aulas mais atraentes.

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