Instituto TIM

Maquetes, robô e descobertas sobre energia eólica

20/12/2016

O desafio final da etapa Generalizar convida os alunos a resolver duas situações-problema. Na EMEF Dionísia Guerra, de Aquiraz (CE), o pessoal do 5º ano também levantou outras situações-problema que poderiam ser resolvidas, e uma delas chamou a atenção do professor Lucinio Peres Cavalcante. Lucinio perguntou à turma qual era a fonte da energia utilizada em suas casas e o que pode gerar energia. Um dos alunos logo mencionou o vento (Aquiraz é uma grande produtora de energia eólica) e questionou se a energia gerada pelo vento pode chegar a todas as casas. As crianças foram para casa com a missão de pesquisar o assunto.

Além de pesquisas sobre energia eólica, alguns estudantes também trouxeram referências sobre energia solar. A partir de então, outras dúvidas surgiram: pode usar o ventilador para gerar energia? Como a energia chega em nossas casas? A energia pode ser guardada? Algumas das respostas para essas e outras perguntas não foram encontradas nos materiais de pesquisa. Então Lucinio propôs que a turma descobrisse na prática, construindo maquetes!

Essa missão exigiu mais pesquisas e gerou ainda mais descobertas. As crianças conheceram o que é transistor, capacitor, placa fotovoltaica e outros conceitos de eletrônica necessários para fazer o projeto. “Eles entenderam, por exemplo, que o capacitor é como uma caixa d’água, mas que armazena energia”, diz Lucinio. A maquete foi construída com materiais recicláveis e outros componentes doados pelos pais ou reaproveitados de equipamentos que não estavam mais sendo utilizados, como um mouse de computador e um motor de aparelho de DVD. A ideia era criar uma minicidade com postes de lâmpadas LED que acendessem com energia eólica.

Durante o processo de construção, a turma se deparou com vários problemas: a maquete não cabia no armário da sala, as lâmpadas não acendiam, outras queimaram… A cada problema enfrentado, eles tentavam outras maneiras de construir a maquete para verificar qual era a correta. Os pais também ajudaram a solucionar dúvidas e a encontrar fontes de pesquisa. No final, deu certo: as luzes da maquete se acenderam! A garotada ficou tão feliz, que fez questão de apresentar aos colegas das outras turmas – foi a primeira Feira de Ciências da escola.

A maquete de energia solar não deu certo, já que o painel fotovoltaico feito pelos alunos não gerou energia suficiente para acender as luzes. Mas um aluno teve a ideia de construir um robô para utilizar o painel. Foi assim que surgiu Ricardo, um mouse-robô construído pela turma que se move com energia solar. Todos os passos para a confecção das maquetes e do robô foram devidamente registrados pela turma. “As crianças estavam realmente se sentindo como cientistas”, conta o professor.

Segundo Lucinio, os percursos de TIM Faz Ciência foram fundamentais para esse projeto. “Se não fosse o material de TIM Faz Ciência para nos dar um norte, uma referência, não teríamos feito nada disso, porque o material didático que temos aqui não traz esses conceitos tratados por TIM Faz Ciência”, afirma. As operações intelectuais foram utilizadas em todos os momentos da atividade e ajudaram a turma a resolver suas questões. “Para eles é muito fácil agora falar de energia eólica e solar, porque eles viram na prática.”

O professor acrescenta que os desafios de TFC deixaram as crianças ainda mais curiosas e que agora elas acreditam muito mais que são capazes de fazer qualquer coisa. “Não tem ninguém que explique o brilho no olhar das crianças ao ver as lâmpadas acendendo”, conta. Agora, a turma quer montar uma árvore de Natal com um pisca-pisca que acende por energia eólica, e Lucinio topou o desafio. “Hoje é o ‘5º ano faz Ciência’. Eles sabem que é possível, que eles podem criar o que quiserem”, diz.

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