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Os diferentes e curiosos sentidos do mundo animal

19/04/2017

No mundo animal, esqueça tudo o que você sabe sobre os sentidos. A maneira com que os bichos percebem o mundo é muito variada e diferente da que estamos acostumados. Se os humanos utilizam tato, olfato, visão, paladar e audição e têm órgãos no corpo específicos para isso, entre os animais é uma mistura só! Tem espécies que usam órgãos inusitados para os cinco sentidos; outras que têm sentidos tão aguçados, que parecem de super-heróis; e ainda há aquelas que possuem sentidos que os humanos não têm. Conheça algumas delas a seguir!

 

Língua para o olfato, patas para o paladar…

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Assim como a gente, as cobras respiram por meio de narinas. Mas a maior responsável pelo olfato desses répteis é a língua. Não é à toa que em muitas imagens as cobras aparecem com a língua para fora. Elas fazem isso para captar partículas de odores e levá-las para o céu da boca, onde têm um órgão que identifica os cheiros. A ponta da língua das cobras é dividida em duas partes para que elas possam saber de qual direção está vindo o cheiro e se orientar melhor.

Já as moscas têm sensores nos pelos das patas para sentir o sabor dos alimentos antes mesmo de levá-los à boca. Por isso elas ficam toda hora pousando nas comidas e esfregando as patas para limpá-las. Mas no quesito paladar aguçado as moscas não são páreo para uma espécie de bagre chamada Ictalurus natalis, que tem o corpo todo coberto por papilas gustativas (as saliências que nós também temos na língua para sentir os sabores). Fica mais fácil de localizar os alimentos quando seu corpo todo funciona como uma língua, não é mesmo?

 

Supersentidos dos animais

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Alguns bichos conseguem ver espectros de luz que nós não conseguimos: ultravioleta e infravermelho. A rena, por exemplo, enxerga a luz ultravioleta e, com isso, tem mais facilidade para avistar e se proteger dos lobos, seus predadores. Ao invés de confundir o pelo branquinho do lobo com a neve, as renas veem a neve mais clara e o lobo mais escuro. Além de enxergar a luz ultravioleta, as aranhas-saltadoras têm uma visão de quase 360°, graças aos seus oito olhos distribuídos na frente e nas laterais da cabeça.

Enquanto o ouvido humano escuta sons em uma frequência entre 20 e 20 mil Hz, existem animais que se comunicam em frequências mais baixas (infrassom) e mais altas (ultrassom). Baleias, golfinhos e morcegos são animais bastante conhecidos por essa habilidade e por conseguir se localizar pelo eco dos sons que emitem. Os elefantes também produzem e escutam infrassons – para você ter uma ideia, eles podem ouvir um trovão a 500 km de distância, o que equivale à distância entre São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

 

Além das capacidades humanas

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Créditos da foto: Museos Científicos Coruñeses (CC BY-SA 2.0)

Existem animais com sentidos que nem conseguimos imaginar como devem ser, já que não os possuímos. Os ornitorrincos e os tubarões-martelo podem detectar mudanças no campo elétrico que são causadas pelo movimento de outros bichos, o que os ajuda a capturar suas presas. Abelhas, pássaros e outros bichos têm a capacidade de perceber o campo magnético da Terra e se guiar a partir dele, como se tivessem bússolas no organismo.

Graças aos seus bigodes, as focas conseguem localizar os rastros do movimento de peixes na água, mesmo que eles estejam cerca de 180 metros distantes. E há ainda animais, como espécies de cervos e tico-ticos, que sentem quando estão faltando nutrientes importantes no organismo, fazendo com que eles busquem alimentos com os nutrientes necessários.

 

Saiba mais:
BBC
HypeScience
National Geographic (em inglês)

 

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