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A luta de Malala Yousafzai para poder ir à escola
Todas as crianças vão mesmo à escola? Essa é uma das perguntas que o Desafio Nível 4 de “Questionar” sugere para os alunos discutirem. Em 2014, os estudantes do 5º ano da EM Manoel Narciso do Canto, de Teresópolis (RJ), duvidaram que havia crianças que não frequentavam a escola. Então, a professora Márcia Cristina da Rocha teve a ideia de mostrar à turma a história de uma garota que ficou famosa no mundo todo justamente por lutar por seu direito de estudar. Malala Yousafzai vivia no distrito de Swat, uma região do Paquistão que sofre bastante com ameaças e ataques do grupo extremista Talibã. Uma das ordens impostas por esse grupo foi a de que meninas não poderiam ir à escola. Malala foi uma das garotas que enfrentaram essa regra para continuar estudando, com o apoio de sua família – seu pai era dono da escola que ela frequentava. Em 2009, aos 11 anos, ela foi convidada por um jornalista do canal britânico BBC a criar um blog contando a situação pela qual estava passando. O jornal norte-americano The New York Times também mostrou sua história em um documentário (disponível legendado neste link – atenção: possui cenas fortes). Isso a deixou conhecida em diversos países. Mas o Talibã não estava gostando nada de ver Malala desafiar suas regras. Até que, em 2012, um dos integrantes desse grupo entrou no ônibus escolar em que ela estava e atirou em sua cabeça. A família da adolescente se mudou para a Inglaterra para que ela pudesse se recuperar em um hospital especializado. E mesmo sofrendo um ataque tão grave, Malala não ficou em silêncio! Ela ganhou o apoio de pessoas do mundo todo e fundou, junto com seu pai, uma organização para apoiar a educação de garotas em seis países. No ano passado, ela se tornou a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos. Com a ajuda da jornalista britânica Christina Lamb, Malala lançou sua autobiografia, chamada “Eu sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”. Foi através deste livro que a professora Márcia conheceu a história da paquistanesa. Ela apresentou às crianças o documentário do The New York Times e o discurso que Malala fez em 2013 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Esse discurso foi feito no dia do seu aniversário, 12 de junho, que foi oficializado pela ONU como o Dia de Malala. “Os alunos se impressionaram com a força dela e perceberam a importância da escola”, conta Márcia. O assunto virou um grande debate sobre por que essas meninas não podiam estudar, o que eles fariam na situação dela e até leis que poderiam ser criadas para combater esse problema. “Foram reflexões éticas e morais muito ricas, que outras crianças talvez nem teriam na idade deles”, diz a professora. A turma também montou um grande mural em homenagem a Malala com mensagens para incentivar o estudo. Os alunos de outras salas viram e a escola toda quis conhecer a história dela! Confira abaixo as fotos do mural e algumas cartas que eles escreveram para as crianças que estão fora da escola. Crédito da foto em destaque: Southbank Centre/Wikimedia...
Coordenadores: vocês podem participar de TFC!
O envolvimento de professores e estudantes é essencial para que TIM Faz Ciência aconteça nas escolas. O material didático foi elaborado pensando neles, com orientações para cada etapa aos educadores e histórias e desafios para os alunos. Mas uma outra figura também é muito importante na condução das atividades: a do coordenador pedagógico. Mesmo que o material contenha bastante explicações aos professores, o coordenador pode deixar tudo ainda mais claro: ajudando na compreensão das operações e dos desafios, na organização das aulas, dando ideias de outras atividades que podem ser incluídas nos percursos… Enfim, acompanhando e colaborando com os professores para que essa experiência seja mais enriquecedora a todos! Neste ano, os coordenadores das escolas de Teresópolis (RJ) estão bastante empolgados com o programa. Em 2014, poucos coordenadores da cidade participaram do encontro de formação de TIM Faz Ciência junto com os professores. “No ano passado, alguns coordenadores usaram o material com os professores, mas não houve tanto envolvimento como estamos percebendo neste ano, já que todos participaram da formação”, conta Gisela Guedes, coordenadora do Ensino Fundamental I da Secretaria de Educação de Teresópolis. Além da formação, os coordenadores também podem dar um apoio em TIM Faz Ciência no dia a dia dos professores. Em 2014, a coordenadora da EMEF Governador Ildo Meneghetti, de Porto Alegre (RS), Graziella Souza dos Santos, perguntava sobre o andamento das atividades durante as reuniões pedagógicas semanais. Para este ano, ela pretende organizar reuniões toda semana só para falar do programa. “Assim, eles podem se apoiar mutuamente. Os professores que mais avançaram no material em 2014 foram aqueles que tinham um contato mais próximo não só entre nossa equipe, mas também com a equipe do programa”, diz. Em São Bernardo do Campo (SP), a coordenadora pedagógica Shirley de Souza acompanhou o planejamento da professora Solange Maria Dornelas na EMEB Professor Pedro Augusto Gomes Cardim. Ela estudou todo o material e frequentou os encontros de formação. Neste ano, Shirley é coordenadora da EMEB Lopes Trovão, e além de ler os cadernos, ver os vídeos e planejar as aulas junto com os professores, ela também quer passar os conceitos do material aos professores de outras turmas. “É uma temática que pode ser discutida com todas as outras séries, com aprofundamentos diferentes”, explica. Se você é coordenador ou coordenadora, compartilhe com a gente nos comentários como participou de TIM Faz Ciência no ano passado ou como pretende se envolver neste...
Novas ideias de atividades para recomeçar TFC
Depois da primeira experiência com TIM Faz Ciência em 2014, muitos professores já começaram este ano com várias ideias para o programa! É o caso da professora Cleide Rodrigues Pinheiro, da EMEB Isidoro Battistin, de São Bernardo do Campo (SP). Ela conseguiu completar apenas o percurso “Observar” no ano passado com sua turma do 4º ano, mas com atividades muito bacanas. Neste ano ela irá continuar as etapas com os mesmos alunos, que agora estão no 5º ano. Porém, a sala conta agora com seis crianças novas, que ainda não conhecem TIM Faz Ciência. Para envolvê-los nos percursos junto com o restante da sala, Cleide pensou em uma solução: ela vai criar novos desafios inspirados nos de “Observar” para os estudantes que já fizeram essa etapa, enquanto os outros completam os desafios do Caderno do Estudante. “Assim, os alunos novos conseguem se situar, e os outros relembram essa operação”, conta a professora. Além disso, ela vai integrar as operações de TIM Faz Ciência com um programa de educação ambiental que a turma participa e com o projeto da escola neste ano, sobre a conservação do ambiente escolar. “Em ‘Observar’, as crianças perceberam que há muito lixo descartado de forma incorreta no bairro, mesmo com dois pontos de coleta. Vamos continuar a falar desse tema, tanto na comunidade quanto dentro da escola, usando as operações intelectuais”, explica Cleide, que também vai envolver outras matérias nessas atividades. Na EM Antônio Mendes, de Fortaleza (CE), a nova turma do 5º ano terá um recurso todo tecnológico para ajudar nas atividades: uma lousa digital. Ela é projetada no quadro branco e conectada ao computador. Então, tudo o que é escrito nela pode ser salvo como uma imagem ou um vídeo. A criançada já aprovou no primeiro teste, quando todos escreveram seu nome. E a professora Glória Maria Silva Hamelak quer aproveitar a lousa para fazer um convite virtual para TIM Faz Ciência e usar em atividades específicas. “Ao invés do grande mural com as definições das operações que fizemos no ano passado, poderemos criar um mural virtual”, diz. Este slideshow necessita de JavaScript. Para Glória, que foi uma das vencedoras do Prêmio TIM Faz Ciência em 2014, duas coisas ajudaram o programa a ser um sucesso em sua turma: usar as operações nas outras matérias e criar novas atividades, além das que estão no Caderno do Estudante. E ela já tem algumas ideias para este ano, como sugerir que os alunos inventem produtos, com embalagem e tudo, para depois criar propagandas usando os critérios de persuasão, em “Classificar”. “Eles já estão cheios de expectativas, porque viram alguns cartazes feitos pelos estudantes do ano passado e ficaram bem curiosos sobre o programa”, conta a professora. Conte para a gente nos comentários o que você está planejando para esse ano – e não esqueça de nos enviar os registros...
Observação de aves: crie seu próprio grupo!
Você já parou para pensar em quantas espécies de aves existem em sua cidade? A gente nem imagina, mas existem 1.901 espécies em todo o país, de acordo com o último registro do Comitê Brasileiro de Registro Ornitológico (CBRO)! Até uma cidade com menos natureza e muitos prédios, como São Paulo (SP), consegue abrigar uma grande diversidade de pássaros – são 372 espécies catalogadas pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. E com tantas aves bonitas e diferentes convivendo conosco, tem pessoas que separam um tempo apenas para observá-las. Existem diversos clubes de observadores e até uma associação que reúne muitos deles, a Associação Brasileira de Observadores de Aves (ABOA). Os grupos organizam passeios para observar os pássaros e compartilhar informações sobre as espécies avistadas. E não é só coisa de adultos, não! O fundador da ABOA e ornitólogo (especialista em aves) Sandro Von Matter pratica essa atividade desde pequeno. “Cresci em uma casa muito arborizada que era visitada por centenas de aves todos os dias. Mas durante a minha infância eu sequer poderia imaginar que aquilo que eu fazia por curiosidade já era uma atividade reconhecida e praticada por milhares de pessoas”, conta. Sandro explica que não precisa de equipamentos caros ou ir a lugares específicos para observar aves. Nas cidades, é possível encontrá-las em jardins, quintais, praças e parques. Os observadores mais experientes também frequentam parques nacionais e unidades de proteção ambiental. Caso o grupo não tenha um binóculo, dá para caminhar pelo bairro em busca de árvores com flores e frutos ou construir um comedouro com frutas, ração e água para atrair os pássaros. Você também pode montar seu próprio grupo de observação com amigos ou com sua turma da escola! Veja só algumas dicas de Sandro para começar essa atividade: • Reúnam-se periodicamente para conversar sobre o tema em um local calmo e tranquilo. Os membros podem também convidar especialistas para falar com o grupo. • Combinem passeios para observar as aves na natureza. Se o grupo quiser usar binóculos e câmeras fotográficas, uma alternativa é dividir a compra do equipamento e revezar entre os membros do grupo a cada semana. • As aves são animais sensíveis. Por isso, a observação tem que ser feita em silêncio para não espantar os pássaros. • Menores de idade precisam estar acompanhados de um adulto, principalmente em visitas a áreas de mata (para esses locais, é essencial a autorização dos pais ou responsáveis). • Nas visitas a áreas de mata ou locais com vegetação alta e densa, as crianças devem tomar cuidado com animais peçonhentos (como cobras, aranhas e escorpiões). • Há livros bem legais para ajudar a identificar as espécies. O “Avifauna Brasileira” tem o registro de todas as espécies do país. O “Guia de aves Mata Atlântica Paulista” reúne as espécies das regiões da Serra do Mar e da Serra de Paranapiacaba, em São Paulo, e pode ser acessado gratuitamente neste link. • Dá para criar um grupo na internet para troca de informações (como no próprio Facebook). É possível também oficializar o seu grupo! Crie um nome para ele e cadastre-o gratuitamente no site da ABOA. Os associados recebem informações sobre a atividade e podem agendar palestras com pesquisadores. Sandro também fundou a ONG Passarinhar, que divulga a atividade e conecta observadores, cientistas...
Construir robôs também é coisa de criança!
Os robôs já foram coisas que só existiam na ficção científica, em histórias que falavam sobre o futuro. Hoje, eles são realidade – até mesmo nas escolas! Já tem estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de todo o país aprendendo a construir robôs, como na Oficina de Robótica da EMEF José Mariano Beck, de Porto Alegre (RS) (saiba mais nesta matéria). Se você já apresentou a robótica aos seus alunos ou quer apresentar, aí vai uma sugestão para trabalhar o assunto neste ano: a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). É a maior competição de robótica do país, e existe desde 2007. Só em 2014, foram cerca de 70 mil inscritos na modalidade teórica e aproximadamente 1.800 equipes na prática. “A taxa de crescimento das inscrições cresce de 50% a 60% a cada ano”, diz a coordenadora geral da OBR 2015, Esther Colombini. Participam alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, divididos em níveis diferentes. Na modalidade teórica, os participantes fazem uma prova em sua própria escola com questões relacionadas à robótica, mas usando conceitos das matérias que fazem parte do currículo escolar. “Nessa modalidade, a escola não precisa necessariamente trabalhar a robótica. Mas os problemas da prova estimulam o interesse dos alunos pelo assunto”, explica Esther. Já na modalidade prática, é a hora de construir os robôs! Há etapas estaduais e a nacional. Os vencedores da etapa nacional têm a chance de participar da RoboCupJunior, uma competição mundial de robótica para crianças e adolescentes! Todos os vencedores das duas modalidades ganham medalhas e certificados, além de um troféu para os vencedores nacionais da modalidade prática. Os professores que quiserem mais orientações sobre como usar os conceitos de robótica em sala de aula e como construir os robôs podem encontrar material gratuito no site da OBR e também entrar em contato com a organização do evento pelo e-mail organizacao@obr.org.br. “Não é preciso muitos recursos para construir um robô. Dá para usar sucata, motorzinhos de DVD e até palitos de sorvete”, diz a coordenadora da OBR 2015. Unir a robótica às matérias tradicionais também é possível. Esther conta que já viu alunos que fizeram um modelo do Sistema Solar e montaram um robô para simular a órbita dos planetas. Outros estudaram o sistema digestivo com um robô que conseguia “mastigar” uma bolinha. “Mesmo as crianças menores conseguem assimilar muitos aspectos da construção dos robôs e ficam bastante envolvidas. A robótica exige habilidades muito necessárias nos dias atuais, como o trabalho em grupo e a capacidade de resolver problemas diferentes dos quais estamos acostumados”, afirma. As inscrições para a OBR 2015 estão abertas e podem ser feitas pelo site até o dia 30 de abril, para a modalidade prática, e até o dia 7 de agosto, para a teórica. Veja mais detalhes sobre as inscrições no vídeo abaixo. ...
TFC já começou nas escolas: envie suas atividades!
As escolas já começaram a fazer as atividades de TIM Faz Ciência neste ano! E o primeiro relato recebido pela Central de Relacionamento foi da EMEB Maria Adelaide, de São Bernardo do Campo (SP). As professoras Suelen de Araújo Santos e Bruna Cordero montaram um convite para o programa que deixou os alunos do 4º ano bastante curiosos, já que eles foram convidados a ser exploradores do mundo da ciência. Elas responderam todas as dúvidas e começaram a etapa “Observar” com a história “Zé, Doroteia e as árvores”. Olha só a empolgação da turma da Suelen para começar essa “aventura”! As crianças adoraram completar os Jogos 1 e 2 do Desafio Nível 1. “Elas não queriam largar o material!”, conta Suelen. Os estudantes compartilharam com os colegas os resultados dos jogos e como fizeram para chegar neles. A professora filmou como exemplo dois alunos falando sobre o primeiro jogo: Para fechar a primeira semana de atividades, as professoras aproveitaram o tema que estão trabalhando na aula de língua portuguesa, que é o gênero carta. Elas pediram que os alunos imaginassem que fossem o Zé, e que ele gostaria de dizer o que sente pela Doroteia. Então, cada um escreveu uma carta para Doroteia, como nos exemplos abaixo. “Confesso que me diverti ao ler as cartas! Como pode crianças tão pequenas terem pensamentos tão grandes?”, brinca Suelen. Quer ver as atividades de sua turma registradas em nossos canais? Faça como as professoras Suelen e Bruna e siga os passos indicados neste...
TFC 2015: inscreva-se já para participar!
As inscrições para participar de TIM Faz Ciência em 2015 estão abertas! Professores do 4º e 5º ano de escolas públicas de todo o Brasil podem se inscrever gratuitamente no programa. Mas atenção: as vagas são limitadas. Por isso, inscreva-se o quanto antes e não perca a chance de incluir sua turma neste programa que foi um sucesso em 2014! Para participar, é só preencher o formulário que está neste link informando seus dados e a quantidade de alunos de sua turma. Nossa Central de Relacionamento entrará em contato para dar mais detalhes sobre o envio do material didático, que será o mesmo de 2014. Tanto professores que participaram no ano passado quanto professores novos devem enviar esse formulário para receber o material na quantidade certa para os novos alunos. Indique também o programa a outros professores, para que os desafios, experiências e descobertas do percurso de TIM Faz Ciência sejam levados a mais escolas neste ano! Se tiver qualquer dúvida, nossa Central de Relacionamento está à disposição para ajudá-lo pelo telefone 0800 770 5400 (ligação gratuita) ou pelo e-mail contato@timfazciencia.com.br. Contamos com a participação de...
Jogos de tabuleiro para aprender e se divertir!
Você já imaginou que uma brincadeira tão divertida como os jogos de tabuleiro pode ser um ótimo recurso para as aulas de ciências? O mais legal é que não precisa comprar nenhum jogo para isso: basta usar a imaginação! Os alunos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Metodista de São Paulo, de São Bernardo do Campo (SP), já estão acostumados com essa ideia. Lá eles têm um módulo específico de criação de jogos para o ensino de ciências. “A maioria escolhe criar jogos de tabuleiro, porque estimulam o convívio entre os alunos, geram discussões em tempo real e podem ser usados em qualquer escola, mesmo sem muitos recursos”, conta a bióloga Vera Cambréa Longo, professora de Prática de Ensino. Os estudantes também aplicam esses jogos em escolas e projetos sociais, e já tiveram resultados muito bacanas. “Nas avaliações que fizemos, 90% dos alunos responderam que aprenderam mais com o uso do jogo, que é mais dinâmico e motivador”, afirma a professora. “O conteúdo de ciências pode ser um pouco abstrato para as crianças, e o jogo é uma forma de concretizar os temas ensinados”, completa. Por isso, os jogos precisam fazer parte de um planejamento de aulas, e não ser aplicados sozinhos. “Senão, deixa de ser um projeto didático e vira apenas uma brincadeira”, reforça Vera. Os próprios professores e alunos podem criar seus jogos de tabuleiro usando diferentes materiais e temas. Dá para se inspirar também naqueles que já existem. O Cara a Cara, por exemplo, pode virar uma versão com animais para a turma treinar as classificações. E não pode se esquecer de itens importantes para definir na hora da criação: a temática, o conteúdo e o tipo de jogo, o público-alvo, o número de participantes, o material que será usado (lembrando que precisa ser durável e fácil de transportar), a quantidade de jogos para a classe e as regras. Vera mostrou alguns exemplos de jogos de tabuleiro inventados pelos estudantes da Metodista em um artigo sobre o assunto, que pode ser acessado neste link. Os jogos foram feitos para alunos a partir de 10 anos, mas podem ser adaptados para todas as idades. O artigo escrito pela professora foi um dos vencedores da 2ª edição do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, promovido pela Fundação Carlos Chagas, em 2012. Dica: Os professores que têm fácil acesso à Universidade Metodista podem agendar uma visita ao Laboratório de Ensino do curso de Ciências Biológicas. Os professores do curso estão à disposição para discutir planos de aula e recomendar e emprestar materiais para aulas práticas, incluindo os jogos criados pelos estudantes. Para agendar, é só mandar um e-mail para...
Neil deGrasse Tyson: ciência para todo mundo
Talvez você ainda não tenha ouvido esse nome: Neil deGrasse Tyson. Mas é só procurar na internet que é fácil encontrar vídeos e matérias sobre ele. Esse astrofísico norte-americano é um dos cientistas mais populares da atualidade. Isso porque ele faz questão de divulgar a ciência – especialmente a astrofísica, sua especialidade – de uma maneira acessível, para que todas as pessoas consigam entender. “Um dos meus objetivos é trazer o universo até a Terra, de uma forma que estimule o público a querer mais”, disse em uma entrevista. Neil é diretor do Planetário Hayden e pesquisador associado do Departamento de Astrofísica do Museu Americano de História Natural, que ficam em Nova York. Ele já fez trabalhos para a NASA, a agência espacial norte-americana, e para o governo dos Estados Unidos. Mas o cientista ficou famoso em todo o país quando começou a apresentar um programa de TV sobre ciência, em 2006. Com seu jeito bem humorado, Neil consegue explicar de forma simples conceitos complicados de se entender, como os buracos negros. Em uma de suas palestras, ele deu uma resposta bastante criativa a um garotinho de seis anos que perguntou: “Qual é o sentido da vida?”. Os vídeos de suas palestras e programas de TV se tornaram um sucesso na internet, o que fez com que ele ficasse conhecido no mundo todo. Neil também divulga a ciência para o público em geral por meio de artigos em revistas, livros e um programa de rádio, que também pode ser ouvido pela internet. Há muitos vídeos do astrofísico legendados em português no YouTube, como o trecho de uma entrevista que ele deu à revista Time falando sobre como estimular a curiosidade das crianças pela ciência, o que ele acha mais impressionante no universo e um dos cientistas que mais admira. Vale a pena conhecer mais sobre esse grande cientista, que se empenha para deixar a ciência mais próxima de todos. Também é possível encontrar diversos textos, vídeos e áudios de Neil em seu site oficial (em inglês). Curiosidade: Neil foi um dos cientistas que mais defenderam a ideia de que Plutão não é um planeta, antes mesmo da União Internacional de Astronomia torná-lo oficialmente um planeta-anão, em 2006 (saiba mais nessa matéria). Quando o planetário em que trabalha decidiu tirar Plutão de seu modelo do Sistema Solar, em 2000, Neil recebeu um montão de cartas de pessoas indignadas, inclusive de crianças! Créditos da foto em destaque: AMNH/Roderick...
Invenções que podem ajudar o planeta: água
Quando conversamos sobre invenções, como na sugestão de convite para começar as etapas de TIM Faz Ciência, é muito comum que sejam listadas as mais famosas e históricas, como o telefone, o computador ou a lâmpada. Todas elas têm uma enorme importância em nossas vidas! Mas é bom lembrar que ainda hoje há grandes invenções sendo criadas por cientistas, pesquisadores e estudantes. E o mais legal é que muitas delas são planejadas com a intenção de deixar o nosso planeta melhor! Algumas dessas criações ainda estão em fase de testes, enquanto outras já são usadas com sucesso. São ideias que ajudam tanto outras pessoas quanto o meio ambiente – e, quem sabe, no futuro possam se tornar tão famosas quanto as invenções que já conhecemos? Vamos mostrar alguns exemplos dessas engenhocas do bem e como elas podem melhorar diferentes aspectos da vida na Terra. Na matéria de hoje, selecionamos quatro invenções que ajudam a preservar a água. Esgoto que vira água limpa e eletricidade Em muitos lugares no mundo, não há um tratamento correto para o esgoto. Nesses locais, é comum que os dejetos sejam despejados em rios, mares ou em lugares nada adequados. Toda essa sujeira contamina a água e pode causar doenças nas pessoas. Mas uma empresa dos Estados Unidos criou uma máquina que aproveita esses dejetos para fazer água potável e eletricidade, sem poluir o meio ambiente! Funciona assim: os dejetos são fervidos e separados em uma parte sólida e em vapor. O vapor é tratado e transformado em água. E a parte sólida é queimada, para que o ar quente gere eletricidade. Criações para aliviar a falta de água Não é só o Brasil que está tendo problemas com a falta de água. Há países em que é difícil até encontrar água limpa para beber! Já foram criadas muitas soluções para ajudar a melhorar essa situação, e uma delas são as máquinas que produzem água a partir da umidade do ar. Elas sugam o ar, que é cheio de moléculas de água, transformam essas moléculas em água líquida e a filtram para a gente poder consumi-la. Já existem também garrafas que filtram água contaminada e a deixam limpinha. Elas estão sendo usadas por organizações que ajudam a combater a pobreza. Uma grande barreira para limpar o oceano Boyan Slat, um garoto holandês de 19 anos, criou um sistema para recolher o lixo que polui nossos oceanos. É uma barreira gigante que flutua no mar e recolhe os objetos de plástico que causam tantos problemas aos animais. Com o vento e as correntes do mar, o lixo chega na barreira e fica preso. Como ela tem um formato em “V”, os objetos acabam flutuando até o centro e são recolhidos de forma segura em uma plataforma. Dessa forma, os animais não correm nenhum risco, já que podem passar por baixo da plataforma sem ficarem presos. Curiosidade: Você sabia que há muitos adolescentes e jovens, assim como Boyan, que já inventaram coisas incríveis? Conheça alguns deles nas matérias da Superinteressante e do Hypeness. Fotos originalmente publicadas nos sites das empresas: – Janicki Bioenergy – Wateair – LIFESAVER Systems – The Ocean...


