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Desvendando o universo em sala de aula
Durante a leitura do material de TIM Faz Ciência, as professoras Carla Barbosa Rocha e Alessandra Martins Franco Mattos, da EM Jacinta Medela, de Niterói (RJ), viram que recorremos às operações intelectuais para compreender, explicar, produzir e difundir conhecimento sobre o mundo. A partir desse princípio, elas organizaram um projeto com suas turmas do 4º ano sobre o tema “Universo”. Para começar, elas pediram que as crianças dissessem de forma livre e espontânea o que sabiam sobre esse tema. Então as professoras contaram a história “Minha casa azul”, de Alain Serres e Edmée Cannard. Neste livro, um menino apresenta o lugar onde vive, descrevendo desde sua casinha azul até a imensidão do universo. As turmas aproveitaram para criar hipóteses sobre o que existiria além do Sistema Solar, como foi a origem da vida na Terra e até se existe vida em outros planetas. Para ajudar a verificar essas questões, Carla e Alessandra apresentaram vídeos e documentários aos alunos sobre a origem do universo e do nosso planeta, além do livro “Por que a Lua muda de forma? – Explicando o Sistema Solar”, de Helen Orme. A discussão sobre vida fora da Terra contou com uma animação bem divertida, chamada “Planeta 51”, que conta a história de um astronauta que chega a um planeta já habitado. Depois de muita conversa e pesquisa, os alunos classificaram os conceitos que aprenderam sobre o universo e compararam com as hipóteses que haviam feito. Eles também participaram de um “quiz” criado pelas professoras sobre o Sistema Solar, sorteando perguntas para responder em voz alta. As turmas ainda fizeram um passeio à Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, onde fica o Planetário do Rio e o Museu do Universo. “Foi um momento mágico! Os alunos assistiram a uma sessão de cúpula e se sentiram como astronautas, fazendo novas descobertas sobre o universo e as galáxias”, relataram as professoras. De volta à sala de aula, todos contaram o que observaram e o que aprenderam nessa visita. E o projeto chegou até a aula de artes, com a construção de maquetes do Sistema Solar. Para concluir as atividades, as crianças apresentaram os trabalhos do projeto na Mostra Literária da escola, onde explicaram a alunos e professores de outras turmas todas as descobertas que fizeram sobre o...
Observação de peixes e brotos de feijão na escola
A turma do 4º ano da EMEB Professor Otílio de Oliveira, de São Bernardo do Campo (SP), completou as etapas “Observar”, “Verificar” e “Classificar”, e já está usando essas operações em atividades muito bacanas propostas pela professora Silvana Aparecida Alves de Souza Silva de Paiva! Uma delas foi a plantação de sementinhas de feijão em um canteiro da escola. As crianças tiveram que observar cada etapa do crescimento das plantas e registrar em seus cadernos. A montagem de um aquário também exigiu bastante atenção dos alunos! Eles pesquisaram em textos e vídeos todos os cuidados que deveriam ter nessa montagem, como a temperatura adequada da água, as bactérias que fazem bem aos peixes e como colocá-los da maneira certa no aquário. “A montagem do aquário foi a atividade mais desafiadora para a turma, que se envolveu e buscou respostas para que a chegada dos peixinhos fosse bem tranquila e acolhedora”, explicou Silvana. Os alunos também criaram hipóteses antes de cada etapa e anotaram tudo o que foi observado. Em um estudo do meio no Parque Estoril, a criançada observou diversas espécies de animais no minizoológico, além de conversar com a bióloga do parque sobre as plantas e bichos que existem no local e os cuidados que devemos ter com a natureza. A turma ainda fez muitas pesquisas no laboratório de informática, rodas de conversa, desenhos e textos coletivos durante os percursos. Confira algumas fotos da turma em ação e três textos sobre as atividades que realizaram em TIM Faz...
E agora, Plutão é ou não é um planeta?
Vocês se lembram de quando falamos que a ciência é dinâmica e pode ser atualizada sempre que surgem novas informações? Na época, mencionamos o exemplo de Plutão, que deixou de ser um planeta para ser considerado um planeta-anão. E agora, alguns astrônomos estão dando mais uma prova de como todas as teorias científicas podem mudar, mesmo que seja para voltar ao que eram antes! Foi em uma assembleia geral da União Internacional de Astronomia (IAU) em 2006 que centenas de astrônomos decidiram que Plutão não estaria mais na categoria de “planeta”. Isso porque ele não tem uma massa grande o suficiente para afastar outros corpos celestes de sua órbita. Ficou decidido então que ele se tornaria parte de uma nova categoria: a de planetas-anões. Mas alguns astrônomos não ficaram satisfeitos com isso e querem que Plutão volte a ser um planeta! Uma grande instituição de pesquisa dos Estados Unidos, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, organizou um debate sobre esse tema. Os especialistas defensores do planeta Plutão argumentaram que a definição de “planeta” não é uma certeza absoluta, tendo mudado muito ao longo da história – até o Sol e a Lua já foram considerados planetas. Além disso, não dá para saber exatamente como são outros planetas fora do Sistema Solar. Se levarmos em conta a definição da IAU, muitos outros corpos poderiam deixar de ser planetas. Por enquanto, Plutão continua sendo um planeta-anão. Mas já dá para saber que essa discussão vai longe, e pode ser reaberta na próxima assembleia geral da IAU, em agosto de 2015. Plutão e uma de suas cinco luas, Caronte Curiosidades: Plutão foi descoberto em 1930. Seu tamanho é menor do que o da Lua e sua temperatura é muito baixa, cerca de -200°C. Além disso, um ano em Plutão (ou seja, o tempo que o planeta leva para dar uma volta inteira ao redor do Sol) é o equivalente a 248 anos na Terra! Por estar muito longe do Sol, Plutão leva bastante tempo para fazer esse movimento, que nós chamamos de translação. Sabe quando esse planeta-anão dará a volta completa em torno do Sol desde sua descoberta? Só em 23 de março de 2178! Bem longe, né? Fontes: – Exame – O...
TFC na montagem de um herbário e uma horta
Como contamos em nossa página do Facebook, as turmas do 4º e 5º ano da EMEF Nossa Senhora do Carmo, de Porto Alegre (RS), aplicaram todas as operações de TIM Faz Ciência para construir uma horta de ervas aromáticas e medicinais! Agora que os alunos das professoras Maria José Baltar de Azambuja e Josiane da Rosa Henrique já estão cuidando direitinho da horta, começaram a colher folhas e raízes para secagem. É que eles vão montar um herbário, que é uma coleção de plantas secas e prensadas, para estudar diferentes espécies. O professor de ciências Ricardo Bins ajudou as crianças em outra atividade muito bacana! Usando alimentos colhidos na horta da escola, como couve, alface, pepino e hortelã, todos fizeram um suco verde. Eles também misturaram algumas frutas no suco para deixar tudo ainda mais gostoso. Nas atividades de “Observar” da sala da professora Maria José, os alunos conferiram suas hipóteses sobre o que acontecia no recreio. Eles observaram que nem todas as pessoas ficam no pátio, que as crianças da Educação Infantil correm o tempo todo e às vezes se machucam, que alguns meninos jogam futebol e algumas meninas ficam na pracinha, mas às vezes eles não têm com o que brincar. De volta à sala, a turma fez cartazes sobre o recreio para expor na escola. Além disso, tiveram a ideia de monitorar esse intervalo e oferecer brinquedos feitos por eles e outros da própria escola. Com a permissão da direção, eles construíram os brinquedos e estão monitorando o recreio de duas a três vezes por semana! Uma vez por semana um grupo também conta histórias ou apresenta uma peça de teatro para as crianças da Educação Infantil. “Eles estão bem felizes ajudando no recreio! O planejamento dos alunos deu muito certo, resolvendo os problemas com brigas e de não ter opções de brincadeiras”, contou Maria José. A professora Maria José também enviou algumas cartas que as crianças escreveram para o próprio corpo na etapa “Classificar”....
Carta coletiva para mudar o recreio da escola
Na EM Fábrica do Saber, de Petrópolis (RJ), a turma do 5º ano percebeu que a observação ajuda a gente a perceber coisas novas e até a fazer mudanças a partir disso. Depois que as crianças observaram o recreio, elas discutiram todas as coisas boas e aquelas que precisavam ser mudadas, incluindo o próprio comportamento dos alunos. Então, elas decidiram escrever uma carta coletiva para a direção da escola com algumas sugestões para deixar o recreio melhor para todo mundo. E a iniciativa deu certo! Alguns dias depois, os alunos receberam uma carta de resposta das diretoras Valéria Brandão e Sonia Affonso, que ficaram muito surpresas e felizes com essa atitude. Elas explicaram o motivo de algumas sugestões não poderem ser realizadas e concordaram com as outras, como a de organizar o jogo de totó entre as turmas durante a semana e eleger um inspetor mirim para ajudar a monitorar o recreio. Você pode ler as duas cartinhas no álbum abaixo. Ainda em “Observar”, os alunos criaram finais diferentes para a história do Zé e da Doroteia e fizeram os jogos do Desafio Nível 1. “Depois de algumas reflexões e debates, os alunos perceberam que sempre observamos para explicar algo, para buscar uma resposta para uma interrogação, e que podemos usar todos os sentidos para isso”, contou a professora Márcia Macedo Meira. A criançada também completou os percursos “Classificar” e “Questionar”. No primeiro, eles fizeram a atividade para diferenciar os critérios objetivos e subjetivos e escreveram uma carta para o próprio corpo. Além disso, trouxeram diferentes exemplos de propagandas e montaram um painel na sala classificando-as pelos critérios de persuasão. Já em “Questionar”, a turma se divertiu com os jogos de bola do Desafio Nível 1 e escreveu cartas para crianças que estão fora da...
Defesas poderosas do mundo animal
No mundo animal, os bichos têm que ficar sempre alertas: a qualquer momento podem ser devorados por um de seus predadores! Mas uma parte deles tem armas poderosas contra esses ataques, os chamados “mecanismos de defesa”, que afastam ou machucam os animais que oferecem perigo. Eles podem fazer parte do próprio bicho, como venenos, espinhos e mudanças no corpo, ou ser um aspecto de seu comportamento – os animais que agem à noite ou que andam em bandos são um exemplo disso. As espécies desenvolveram esses mecanismos ao longo de muitos anos, o que garantiu sua sobrevivência e adaptação ao ambiente. E como cada espécie é diferente, com organismos, habitats, rotinas e predadores diversos, cada uma tem um jeito de se defender. Confira alguns exemplos bem interessantes desses mecanismos em ação! Porco-espinho Esse roedor parece até bonitinho quando olhamos de longe. Mas nem tente chegar perto dele! Seu corpo é coberto por pelos muito duros, que formam longos espinhos. Assim que um animal tenta encostar em um porco-espinho, esses espinhos se soltam e perfuram a pele do inimigo, podendo até atingir algum órgão do corpo. Como os espinhos têm farpas bem pequenas na ponta, é muito difícil e doloroso tirá-los. Olha só como um único porco-espinho conseguiu afugentar 17 leoas em uma reserva na África do Sul: Gambá Vocês já devem conhecer a fama do cheirinho nada agradável do gambá. Isso acontece porque ele tem algumas glândulas na parte de trás do corpo que produzem um líquido muito fedido, que ele dispara assim que se sente ameaçado. O cachorrinho do vídeo abaixo sentiu isso de perto! Mas uma espécie de gambá também tem um meio curioso de espantar seus inimigos: ele paralisa todo o corpo e cai como se estivesse morto, liberando um cheiro bem ruim. Como muitos bichos preferem suas presas vivas, eles desistem de devorar o gambá. Ornitorrinco Esse é um bicho bem esquisito. Ele é um mamífero que põe ovos, tem um bico parecido com o de um pato e patas que funcionam como nadadeiras. Além disso, se defende de seus predadores com garras afiadas em suas patas traseiras, que liberam um veneno fatal para alguns animais. Na primeira parte do vídeo abaixo dá para conhecer mais sobre esse mecanismo. Polvo Ele é considerado um dos animais mais inteligentes que existem. Suas espécies também têm mecanismos de defesa bastante eficientes. Algumas podem se camuflar, mudando a cor da pele para se esconder dos outros bichos. Outras conseguem posicionar seus braços de formas diferentes para imitar animais como o peixe-leão e a enguia. Além disso, os polvos podem liberar uma tinta escura para confundir a visão dos predadores. Veja o que mais o polvo consegue fazer na hora de se defender. Saiba mais mecanismos de defesa dos animais: – Mundo...
Saiba como enviar seu material para nossos canais
O site, a página no Facebook e as galerias de atividades e fotos do Flickr de TIM Faz Ciência são sempre atualizados com relatos e fotos das atividades em escolas de todo o país. Ficamos muito felizes em receber esses materiais e ver como o percurso está sendo desenvolvido em cada turma! Se você também quer compartilhar esses registros com os outros professores e alunos em nossos canais, confira como enviar seu material: • O material pode ser enviado para o e-mail contato@timfazciencia.com.br ou pelo correio, no endereço Avenida Angélica, 2632, 10º andar – CEP: 01228-200 – São Paulo, SP. • O envio deve sempre ser feito pelo professor responsável, contendo o nome completo do professor, a turma, a escola e a cidade. • Envie uma descrição de como as atividades foram realizadas e registros, que podem ser em foto, vídeo, áudio ou em cartinhas, como sugerem alguns desafios. Atividades que venham sem um registro, apenas com o relato, não poderão ser publicadas. Recebemos materiais todos os dias, por isso a publicação não é imediata. Mas todos os professores têm espaço em nossos canais! Às vezes, pode acontecer de não recebermos algum e-mail por problemas com os anexos. Separamos também algumas dicas para que os e-mails cheguem direitinho à nossa caixa de mensagens: • Se os arquivos estiverem muito pesados para envio, você pode separá-los em mais de uma mensagem ou usar a ajuda de sites para transferência de arquivos. • No WeTransfer, por exemplo, você adiciona os arquivos que quer enviar, digita seu e-mail e o e-mail do destinatário (que, no nosso caso, é contato@timfazciencia.com.br), e escreve uma mensagem (não esqueça de identificar seu nome completo, turma, escola e cidade, além de explicar as atividades enviadas). Ao clicar em “Transferir”, o site carrega os arquivos e o destinatário recebe um link para baixá-los automaticamente. Ou seja, você não precisa fazer mais nada. • Normalmente, os vídeos são os arquivos mais pesados. Se não conseguir anexá-los, você também pode usar um site para transferência de arquivos ou publicá-lo no YouTube e nos enviar o link. • Quando for enviar arquivos em formato Word, PowerPoint ou PDF, procure enviar também as fotos em anexo ou por um site de transferência de arquivos. Dessa forma, a qualidade das imagens se mantém e facilita a inserção em nossos canais. Se tiver qualquer dúvida ou problema com envio, nossa Central de Relacionamento está à disposição para ajudá-lo pelo telefone 0800 770 5400 ou pelo e-mail contato@timfazciencia.com.br. Aguardamos seu...
Um diário como os que os cientistas usam!
Um dos instrumentos usados pelos cientistas para registrar suas atividades, observações, reflexões, descobertas e todos os passos de suas pesquisas é o diário ou caderno de campo. As anotações feitas ali são muito importantes, porque são um registro de todo o trabalho realizado e de cada etapa que levou ao resultado final de uma pesquisa. Como os alunos do 5º ano da EMEF Aramy Silva, de Porto Alegre (RS), iriam começar a agir e pensar como os cientistas, a professora Lisiane Gazola Santos convidou-os a fazer seu próprio diário de campo de TIM Faz Ciência, com relatos e desenhos das atividades! E o primeiro registro nesse diário foi do percurso “Observar”. Depois de ler “A história de Zé, Doroteia e as árvores”, as crianças observaram o caminho da escola até suas casas e anotaram coisas que nunca tinham visto antes nesse trajeto. Muitas novidades diferentes foram observadas, como um carro abandonado, uma casa que foi demolida e uma árvore com flores. Em seguida, a classe se dividiu em sete grupos para observar o recreio, cada um com o objetivo de verificar uma hipótese diferente. Todas as observações foram registradas em desenhos e textos, exibidos em um grande mural na escola. No final da etapa, eles escreveram em seus diários um texto coletivo sobre todas as atividades que fizeram. As crianças adoraram as histórias “O estranho caso do rocambole de cinco voltas” e “O estranho caso das mulheres de Viena”! Mas a professora percebeu nos textos e desenhos que elas fizeram sobre “Verificar” que muitas ainda não tinham entendido tão bem o que significa essa operação. Entre as explicações, estavam que “Verificar” era observar atentamente ou ver com mais atenção. Então, Lisiane usou uma situação da própria sala como exemplo. Essa turma é bastante agitada, e alguns professores já reclamaram disso. Então, todos pensaram juntos e observaram que havia quatro problemas que se ligavam e causavam esses momentos de agitação de classe: brincadeiras fora de hora, irritação, agressão e falta de educação. Para verificar e solucionar essas situações, os alunos sugeriram observar quando elas acontecem e perguntar aos colegas qual é o motivo do comportamento e como eles poderiam resolver o problema. “Depois desta conversa e reflexão, a turma percebeu que ‘Verificar’ envolve criar procedimentos, ferramentas que possibilitam saber se nossas hipóteses estão corretas ou não”, disse Lisiane. Todas as etapas terão atividades específicas para registrar no diário. No final, a professora vai encadernar todas as páginas para que cada estudante tenha o seu diário de campo definitivo de TIM Faz...
Colocando a saúde em dia com TIM Faz Ciência
A turma multisseriada (4º e 5º ano) da EMEB Monsenhor Otalício, de São Benedito (CE), fez uma tarefa muito interessante no percurso “Verificar”. Aproveitando o período de eleições, a professora Vanda Maria Correia Souza sugeriu que eles verificassem na comunidade alguma coisa que a prefeitura poderia melhorar. Eles indicaram uma praça que fica perto da escola e de outros pontos importantes da cidade. A praça escolhida pelos alunos está bastante malcuidada e possui só duas árvores, além de ser um local perigoso. Depois de visitá-la e tirar fotos, as crianças fizeram desenhos de como gostariam que ela fosse: um espaço de lazer. No final das atividades desta etapa, todos comeram um rocambole de cinco voltas de doce de leite que a professora trouxe para a sala! Mas a verificação não parou por aí! Em duas ações da Secretaria Municipal de Saúde, os alunos viram de perto como os profissionais da saúde precisam observar, verificar e classificar as coisas o tempo todo. Primeiro, os pais das crianças preencheram uma ficha para verificar se havia algum caso de hanseníase na turma – e estava todo mundo saudável! Depois, alguns profissionais da Secretaria visitaram a escola para conferir o peso, as medidas, a pressão e a visão dos alunos. Aqueles que tinham algum problema específico, como obesidade ou tracoma (uma doença nos olhos), foram encaminhados para médicos especialistas. Em “Classificar”, a história “A garça e o rinoceronte” deu início a várias atividades sobre animais. Vanda trouxe algumas figuras de bichos para que as crianças dissessem tudo que sabiam sobre eles. Elas se dividiram em dois grupos, e cada um escolheu um animal para pesquisar. A turma fez brincadeiras para classificar os animais entre vertebrados e invertebrados, terrestres e aquáticos, vivíparos e ovíparos, além de apontar as semelhanças e diferenças entre eles. E também tiveram que descobrir quem eram os bichos intrusos em desenhos de moluscos, insetos, crustáceos e aracnídeos. “Entre erros e acertos, os próprios alunos se ajudavam, tirando as dúvidas dos colegas”, conta a professora. Além dos desafios com os critérios objetivos e subjetivos e os critérios de persuasão, a turma escreveu uma carta ao próprio corpo. Para isso, Vanda pediu que eles se olhassem no espelho e observassem suas características. Como os alunos estavam um pouco tímidos para esta tarefa, a professora falou de si mesma. Ela disse que algumas pessoas podem não gostar que ela seja gordinha, mas que ela se ama e se respeita do jeito que é e não mudaria nada em sua aparência. A sala adorou o exemplo da professora e ficou mais animada para escrever suas...
Lentes para não enxergar: tudo fica invisível!
Nos livros da série “Harry Potter”, de J.K. Rowling, o famoso bruxinho usa uma capa da invisibilidade em muitas de suas aventuras. Assim que a veste, ninguém consegue vê-lo. Só conseguimos encontrar essa capa nas histórias de ficção, mas cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, construíram um equipamento que faz uma coisa parecida: deixa as coisas invisíveis! Essa invenção recebeu o nome de “Capa de Rochester”, mas é bastante diferente de uma capa. Eles usaram quatro lentes posicionadas de uma maneira que faz com que a luz não atinja o objeto. Para explicar melhor, tudo que nós enxergamos é por causa da luz, que é uma onda eletromagnética. Quando a luz bate em algum objeto, uma parte é absorvida por ele e a outra parte é refletida, o que faz com que a gente consiga vê-lo. No caso das lentes, a luz também é refletida, mas cada tipo de lente consegue mudar a trajetória das ondas. E é assim que funciona a Capa de Rochester. As lentes criam alguns pontos específicos onde as ondas de luz não batem no objeto. Por isso, ficam invisíveis para quem olha pelas lentes. Veja só como ficaria uma mão quando vista por esse equipamento: Caminho que a luz faz pelas lentes da Capa de Rochester Fonte – fotos e informações: Universidade de Rochester (em...


